MINISTÉRIO DE INTERIOR DISSE QUE EMPRESÁRIO “NDINHO” FOI PRESO COM ARMAS DE FOGO NA VIATURA
O Ministério do Interior disse que o empresário Armando Correia Dias (Ndinho) foi detido, desde sábado, na sequência de investigações sobre a posse de arma de fogo militar. O Ministério sustenta que o empresário foi preso em flagrante com 2 AK-M, 4 carregadores e 1 punhal no seu carro de dirigia
As informações foram avançadas, hoje, em conferência de imprensa, onde estavam o Comandante da Guarda Nacional e o Comissário Nacional da Polícia da Ordem Pública e visa explicar as circunstâncias da detenção do empresário preso há 3 dias na Polícia de Intervenção Rápida.
O porta-voz do Ministério do Interior, Salvador Soares, disse que a prisão preventiva do militante e dirigente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) Ndinho é para fazer a providência da arma e o motivo do uso e porte tendo em conta que “há mais um mês que o Estado-maior faz solicitação para as pessoas entregarem as armas meramente militares e ou para a sua legalização”.
“Segundo contado no relatório do departamento criminal já existem informações que o suspeito estava a movimentar com armas de meramente militar”
Igualmente horas depois o irmão de Ndinho, Carlos Manuel Correia Dias, foi preso e Salvador sustenta que a detenção vem na sequência das palavras ameaçadoras proferidas.
“Ele (Carlos Manuel Correia Dias) consta que foi detido porque alegadamente proferia palavras ofensivas pelo motivo da detenção do seu irmão”.
O Ministério do Interior disse que a prisão de Ndinho não foi preciso mandado judicial porque foi uma situação em flagrante.
Depois da reacção da Liga Guineense dos Direitos Humanos, hoje (22), o Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados condena veementemente aquilo que considera de sequestro do dirigente do PAIGC.
O Movimento exige ainda a libertação imediata e incondicional do empresário e político e, no entanto, responsabiliza a comunidade internacional e em particular a CEDEAO, do seu silêncio perante estes actos que violam os direitos humanos.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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