MAIS DE METADE DAS GUINEENSES JÁ FOI EXCISADA
Os dados são do MICS de 2019 e foram anunciados, hoje, pelo Comité Nacional para o Abandono de Praticas Nefasta à Saúde da Mulher e Criança que, neste momento, reúne com os associados para análise de indicadores no MICS 2018-2019, sobre o aumento de casos da excisão feminina.
O seminário de apresentação dos desafios da mudança de comportamentos para o abandono da Mutilação Genital Feminina, através de análise destes indicadores, e a revisão das estratégias de intervenção para promover e acelerar o abandono desta prática no país no horizonte de 2030.
No ato da abertura, o Secretario Geral do Ministério da Mulher, Carlos Tipote, confirma que na Guiné-Bissau 52% das mulheres e crianças são submetidas a MGF nas áreas rurais…
Em representação da UNICEF, Sónia Polonia, reafirma que os dados mostram que a mutilação genital feminina persiste principalmente em guineenses de 15 a 49 anos.
Outro dado revelado pela presidente da CNAPN, Marliatu Djalo Condé, revela que, apesar da adoção da lei, a prática da Mutilação Genital Feminina continua a aumentar no país com uma taxa de 29,7% nas crianças de 0 a 14 anos de idade.
O seminário de apresentação dos desafios da mudança de comportamentos para o abandono da Mutilação Genital Feminina visa promover uma análise sobre os indicadores do MICS 2018-19 e delinear uma estratégia de resposta mais eficaz e consentânea com os atuais desafios específicos que o país enfrenta.
Por: Redação
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