LANÇADO ÚLTIMO RELATÓRIO SOBRE CONSUMO DE PEIXE NA GUINÉ-BISSAU

O último inquérito 2016 sobre o consumo de peixe na Guiné-Bissau revela a nível nacional cada pessoa consome 14.7 kg de pescado por ano. O relatório lançado, esta quarta-feira (11/01) foi apresentado durante o seminário de validação do estudo sobre o consumo de peixe por pessoa na Guiné-Bissau

O relatório foi baseado só no consumo dos peixes devido a falta de meios para realizar pesquisas noutras áreas do pescado. O estudo foi financiado pela União Europeia em colaboração com o Instituto de Estudos e Pesquisas (INEP).

Segundo dados, 43,9 por cento do inquérito foi feito nas zonas urbanas e 56,1 por cento nas zonas rurais. A metodologia utilizada para atingir os resultados previstos no termo de referência foi a de dividir o país em quatro extratotos, alicando-se em cada extracto um quastionário quantitativo a três por cento dos agregados com base no último Recenseamento geral de População e Habitação de 2009.

A cerimonia de lançamento do relatório foi presidida pelo ministro das pescas, Orlando Veiga, que na anuncia que o governo pretende criar entrepostos de peixes em todo o território nacional.

Segundo este governante, sem a criação de interpostos o país não vai conseguir fazer chegar o pescado junto aos locais mais afectados.

“Vamos criar interpostos em colaboração com todos os técnicos, já é um plano muito bem definido no ministério e em cada região então é a questão que vamos ver mais detalhadamente porque ainda não está aprovado. A maior prioridade do governo é abastecer o mercado nacional. Penso que a descarga dos pescados estabelecida nos acordos tem que ser uma prioridade das prioridades. Tem que ser uma obrigatoriedade os operadores do sector devem cumprir com estas obrigações no sentido que fazer o pescado chegar a todas as partes”, promete.  

Entretanto, durante uma entrevista exclusivas á Rádio Sol Mansi (RSM), Mário Dias Sami, da comissão especializada da Assembleia Nacional Popular para as pescas, disse que o inquérito deve abranger os locais de festas e de outras actividades culturais que se realizam no país.

Segundo ele, o inquérito foi feito com pessoas rurais.

“Não se consegue pessoas darão uma boa visão sobre consumo do pescado a nível nacional, porque todos os que vieram do campo sabem que não é sempre que consome peixe no interior. As pessoas comem mais arroz sem molhos. Então não pode se conseguir uma verdadeira imagem da real situação. Em relação a outros locais como de festa ou de outras cerimónias tradicionais, a quantidade do peixe que se consome naquele local é superior ao que se consome nas casas”, adianta.

Daniel Rodrigues, um dos investigadores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP), que igualmente participa no estudo ora lançado, também ouvido pela Rádio Sol Mansi (RSM), disse se o governo quer planificar o consumo nacional tem de ter dados que permitam planificar melhor.

No ano passado, uma missão da comissão das pescas do Parlamento Europeu esteve no país para fazer uma avaliação do acordo de parceria existente entre a União Europeia e a Guiné-Bissau.

Na altura foi revelada que a União Europeia aposta em apoiar os esforços das autoridades da Guiné-Bissau que permitam ao país exportar brevemente o seu pescado certificado para o mercado europeu.

A pesca representa uma das actividades económicas importantes do país com captura explorável estimado em cerca de 231 mil toneladas por ano. o sector das pescas assume uma grande dimensão socioeconómica visto constituir a principal fonte de fornecimento de proteína animal e absorve uma grande quantidade de mão de obra.

           

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Iasmine Fernandes

Imagem: Iasmine Fernandes

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