INSTITUTO MARÍTIMO SEM MEIOS PARA AJUDAR A SALVAR VIDAS
O Instituto Marítimo Portuário (IMP) diz, hoje, que não tem condições para dar respostas emergenciais a qualquer naufrágio no país.
A informação foi avançada, esta terça-feira, pelo Capitão dos Portos da Guiné-Bissau durante a conferência de imprensa do balanço de seis (6) meses dos trabalhos realizados nas águas territoriais do país.
Quefade Pedro Nunes, questionado se o instituto marítimo portuário tem neste momento a capacidade para dar as respostas e emergência a qualquer naufrágio, disse que apenas têm uma resposta colaborativa.
“O IMP tem a capacidade para a resposta de forma colaborativa, porque temos certas dificuldades mas são cobridas por outras instituições ou indivíduos”, explicou o capitão dos Portos.
Em relação ao naufrágio que aconteceu na ilha de Maio, na semana passada, onde até então são relatados desaparecidos, o capitão dos portos falou em responsabilização criminal por desobediência do capitão na embarcação.
“O capitão desta embarcação vai ser responsabilizado criminalmente contudo encontra-se em cuidados médicos mas, não se sabe se está fora de perigo porque não temos ainda o relatório médico que comprova o estado da sua saúde”, relatou Quefade Pedro Nunes.
Pedro Nunes contudo reconhece a falta de sinalização nas vias marítimas mas, acusa os pescadores de retirarem as boiás nos mares para o uso pessoal.
“É verdade que temos a falta de sinalização nas águas territoriais e IMP, enquanto autoridade marítima, temos por obrigação por regular, fiscalizar e exigir quem deve fazer os trabalhos nesse caso temos que chamar a APGB à responsabilidade como autoridade que administra os portos contudo próprios os pescadores retiram as sinalizações por uso pessoal”, denuncia Nunes.
Para evitar possíveis naufrágios no mar neste período chuvoso, Quefade Nunes aconselha também os utentes da via marítima para sempre usarem coletes de salva-vidas e para não carregarem muitas cargas nas pirogas.
“Pedimos as pessoas a seguiram as recomendações para evitarem de viagem sem coletes de salva-vidas e para não embarcar as cargas sobrelotados nas canoas a fim de evitar possível naufrágio”, aconselha Quefade Pedro Nunes.
De acordo com o Instituto Marítimo Portuário (IMP), desde fevereiro até a data presente, registaram-se 5 casos de naufrágio em que oito (8) pessoas perderam a vida.
Por: Marcelino Iambi
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