GUINEENSES NA ÍNDIA ESTÃO FORA DO PERIGO
Guineenses na Ìndia estão seguros mas com medo devido a onda de violência contra os africanos que está a ser verificada desde segunda-feira
Vídeos partilhados nas redes sociais mostram africanos a serem agredidos fisicamente com cadeiras e paus.
A violência começou quando, na última segunda-feira (27/03), na capital Indiana Nova Deli, grupo de Indianos atacou um grupo de africanos acuados de canibalismo e de traficantes de droga depois de a morte de um cidadão Indiano cuja morte, confirmada no hospital, teria sido por overdose (consumo excessivo de droga).
Em consequência alguns africanos foram presos e libertados, por falta de provas, depois de a marcha promovida pela associação dos africanos.
Numa entrevista exclusiva à Rádio Sol Mansi (RSM), esta quinta-feira (30/03), o guineense Edmundo Ferreira Barri, vice-presidente da Associação dos Estudantes Africanos na Índia, assegura que os guineenses estão seguros mas com medo de saírem das suas casas.
“Nenhum guineense foi atingido porque tivemos sorte e no início da violência fomos obrigados a chamar atenção a nossa comunidade no sentido de não saírem das suas casas”, explica Edmundo que garante ainda que a violência é verificada na capital indiana e numa outra cidade situada a poucos quilómetros.
Edmundo Ferreira Barri disse ainda que as autoridades nacionais já entraram em contacto com os estudantes e acompanham diariamente o evoluir da situação.
“Todos os dias recebemos chamadas do ministério dos negócios estrangeiros. Na Índia não sentimos a presença das nossas autoridades. Temos Cônsul honorário mas nunca deu caras. Esta é a primeira vez que sentimos engajamento das nossas autoridades e já passamos por vários problemas e até por falta de emissão de passaporte que depois são ultrapassados por esforços próprios”, acusa.
Sabe-se que na India existem 13 estudantes guineenses e ambos estão seguros.
A Rádio Sol Mansi tentou falar com a secretaria de Estado das comunidades sobre as diligências a serem tomadas mas prefere falar no momento oportuno, no entanto, garante que estão a ser tomadas medidas necessárias para garantir os direitos básicos.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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