GUINÉ-BISSAU PERDE 5 PONTOS NA LIBERDADE DE IMPRENSA

Celebra-se, este domingo 03 de Maio, dia internacional da liberdade de imprensa. A Guiné-Bissau celebra o acontecimento este ano perdendo 5 pontos na classificação mundial da liberdade de imprensa em relação ao ano 2019.

O novo ranking mundial da liberdade de imprensa, compilado pelos Repórteres sem Fronteiras (RSF), a Guiné-Bissau regista o pior resultado do que na avaliação anterior.

O país, este ano surge no 94.º lugar, caiu cinco posições. Os RSF consideram que "o impasse político" que se vive no país tem sido "um obstáculo à liberdade de imprensa".

Durante a campanha eleitoral ouve sempre ataques contra jornalistas, no princípio deste ano a liberdade de imprensa no país sentiu-se mais ameaçado. Na tomada de posse simbólica do presidente Umaro Sissoco Embalo, ora reconhecido pela CEDEAO e a comunidade internacional, sem aguardar a decisão do Supremo Tribunal de Justiça sobre o recurso apresentado pela candidatura de Domingos Simões Pereira, os órgãos da comunicação estatais censuraram a investidura e dias depois a televisão Publica e a radio nacional foram invadidos pelos militares e bloquearam o funcionamento destes órgãos.

Em entrevista a Rádio Sol Mansi, a presidente do Sindicado dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS), Indira Correia Baldé, a propósito do dia da liberdade de imprensa, disse que este ano a situação da liberdade de imprensa diminuiu no país apontando os ataques dos jornalistas durante a campanha eleitoral e a ocupação das forças de segurança e defesa nos órgãos de comunicação social.

“Não é surpresa a queda do país neste ranking”, disse Indira Correia Baldé.

Para o Bastonário da Ordem dos Jornalistas, o comunicólogo guineense, António Nhaga, um dos grandes problemas de ausência da liberdade de imprensa no país é a questão de acesso a fonte de informação.

Para como inverter a situação no país, o comunicólogo defende a liberdade de acesso a fonte de informação e a criação da política de comunicação.

A Guiné-Bissau, segundo ele, é único país com o ministério ou secretaria do Estado de Comunicação Social e que, no entanto, não têm a política da comunicação.

Entretanto, para a presidente do SINJOTECS, o ranking mundial da liberdade de imprensa, compilado pelos Repórteres sem Fronteiras que o país ocupou este ano, deve preocupar a classe política mas também a classe jornalística.

Na avaliação dos Repórter Sem Fronteiras, órgãos de comunicação social e jornalistas da Guiné-Bissau continuam "extremamente vulneráveis" às pressões políticas e económicas. O acesso livre à informação não está garantido e prevalece a autocensura na abordagem às falhas governamentais, ao crime organizado e à influência dos militares na sociedade.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá

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