GUINÉ-BISSAU COMEMORA DIA DA MULHER, EM HOMENAGEM A TITINA SILA
A Guiné- Bissau lembra, hoje (30 de Janeiro), as mulheres que deram as suas vidas pela causa nacional. Neste dia, morreu a Titina Sila, aquela que deu a sua vida pela libertação nacional
Em 30 de janeiro de 1973, Titina Silá deslocou-se com alguns combatentes a bordo de uma piroga sobre o Rio Farim, no norte de Guiné Bissau, para assistir as cerimónias fúnebres do pai da nacionalidade guineense e Cabo-verdiana, Amílcar Cabral, em Conacri.
A piroga foi descoberta e atacada por tropas colonialistas portugueses. Titina Silá morreu afogada no mesmo local. No entanto, em homenagem à essa grande e corajosa combatente, assim como tantas outras valentes mulheres guineenses, foi instituída a data de 30 Janeiro.
Ao longo da história da GB e das suas lutas, as mulheres guineenses tiveram um papel muito importante na sua emancipação, contribuindo assim para libertação do país onde muitas delas deram suas vidas e tomaram pela causa que hoje orgulha todos e que nos identifica como guineense, como é o caso de Ernestina Sila mais conhecido como Titina Sila e outras heroínas vivas e mortas, que de alguma forma esta data nos faz lembrar.
Neste dia, a filha da Titina Silá, Eva Silá Nandigna, disse que a data representa para ela um dia de referência e de reflexão.
No quadro da celebração de dia da mulher guineense, 30 de Janeiro, a reportagem Rádio Sol Mansi, ouviu as mulheres das diferentes franjas da nossa sociedade, entre as quais, na política e económica tanto formal assim como informal, para falarmos da participação das mesmas nestes setores que é e suma importância para o desenvolvimento do país.
A mulher guineense é uma mulher de garra, forte, batalhadora e guerreira mas que ainda não rompeu preconceito machista de que as mulheres servem para cozinhar, limpar, passar e cuidar dos filhos enquanto homens dessa sociedade mantêm liderança machista apesar de é um problema mundial.
Um exemplo são as mulheres que levantam de madrugada a perambular nas ruas, nos diferentes mercados do país à procura do sustento da família, outras a regar e vender, como é o caso de muitas senhoras da hora da granja que lamentam o fato de a data 30 de Janeiro já não é comemorado como antes no país.
“Esta data está a ser esquecida aos poucos”, disse uma mulher entrevistada pela nossa reportagem.
O nome da Guiné-Bissau é um exemplo e, uma das maiores conquistas nos últimos anos é na formação deste governo que contou com quase 50% das mulheres que ocupam cargo de ministras apesar de secretárias de estado não aconteceram a mesma coisa e, na 9ª legislatura os deputados aprovaram a lei de paridade «uma lei que fixa uma quota mínima de 36% de mulheres na lista de candidaturas para cargos electivos», apesar de as mulheres guineenses representarem 52% da população.
Em entrevista à Rádio Sol Mansi (RSM), a presidente da plataforma política das mulheres, Silvina Tavares, falou a nossa reportagem da participação política das mulheres nos últimos anos no país.
A capacidade da liderança, luta e afirmação todos os dias das mulheres Guineense são verdadeiros valores para a sociedade com equidade e inclusivo na sua composição em prol de uma sociedade melhor.
A procura de igualdade de género não começou agora, mas há muito tempo onde a mulher tem estado a afirmar a sua ousadia e coragem no processo da construção de uma sociedade igualitária rompendo mitos, crenças e estereótipos na construção de novos paradigmas do que é mulher no quotidiano.
Já se passaram 47 anos depois da morte da Heroína Titina Sila. Em sua homenagem e de todas às valentes guineense, uma estátua foi erguida, na Capital Bissau e a mesma pracinha foi dado o nome da Titina.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Anézia Tavares Gomes
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