GOVERNO E COMERCIANTES CHEGAM ACORDO SOBRE PREÇO DE IMPORTAÇÃO DE MERCADORIAS
Depois de várias rondas negociais finalmente o governo e importadores de mercadorias via terrestre chegaram a um acordo relativamente ao aumento do custo de importação de mercadorias
O preço de importação subiu para sete milhões de francos cfa por camião contra os quatro milhões e quinhentos mil francos cfa praticados até agora. Com isso no governo pretende equilibrar o encargo fiscal entre os que entram via terrestre e via marítima.
A medida foi anunciada, esta quarta-feira (01/02/2017), durante um encontro entre o ministro das finanças e os operadores económicos num dos hotéis da capital Bissau.
Braima Camara, presidente da Camara do Comercio Industria Agricultura e Serviços, não escondeu a sua satisfação pelo acordo alcançado e exorta os seus associados no sentido de cumprirem com o estipulado no acordo.
“Isto irá permitir a retoma das nossas actividades de acordo com a lei”, afirma.
Em representação do primeiro-ministro na cerimónia, o ministro do Estado e do Interior, Botche Cande, pede o comprimento de acordo entre as partes e sobre tudo dos agentes da Guarda Nacional e da polícia trânsito.
Ministro do Estado da economia e finanças, João Aladje Fadia, prometeu a continuidade do diálogo entre o governo e o sector privado e espera melhoria das actividades de transporte de mercadorias via terrestre para o país.
“Com a maior receita teremos melhor capacidade de distribuí-las em interesse da população. Esperamos que isso irá melhoras bastante o vosso trabalho”, adianta.
Entretanto, ouvido pela Rádio Sol Mansi (RSM), o Presidente dos Transportadores de mercadorias via terrestre, Mamadu Saliu Dalém, alerta aos consumidores no sentido de apertarem os cintos porque a subida da taxa de importação das mercadorias via terrestre motiva a subida dos preços dos produtos da primeira necessidade.
Aliu Seide, presidente da Associação Nacional dos Retalhistas dos Mercados da Guiné-Bissau, responsabiliza os seus mentores do aumento pelo eventual aumento de preços nos mercados do país.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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