GOVERNO ANUNCIA AUMENTO DO FENÓMENO TALIBÉ NA GUINÉ-BISSAU
A Ministra da Mulher, Família e Solidariedade Social, Mária Sãozinha Évora, revelou, hoje, que o fenómeno das crianças talibés continua a crescer cada vez mais no país.
As revelações da governante foram registadas, esta quinta-feira, durante a celebração do dia internacional da criança Africana e no lançamento da Iª edição do festival de Prentchentches (crianças, tradução livre) sob lema: “No Protegi Ambiente aos Pa um Amanhã Saudável (protejamos o ambiente hoje para um amanhã saudável) ”.
Para além das crianças talibés, a Ministra disse que o casamento forçado e a gravidez precoce continuam a ser fatores preocupantes e que tiveram um aumento preocupante com a vigência da pandemia da covid-19.
“De acordo com os dados coletados na pesquisa, o número de crianças envolvidas para o trabalho infantil aumentou para 166 milhões em todo mundo é um aumento de 5% em comparação com os quatro anos atrás e a África Subsariana é a zona onde tem havido um maior aumento das crianças exploradas em trabalho”, disse a governante.
Conceição diz ainda que no país a preocupação é acrescida com o fenómeno das crianças talibés “que são crianças enviadas para aprendizagem do Alcorão, junto aos mestres alcorânicos e acabam por estar na mendicidade”.
O Estado da Guiné-Bissau ratificou a convenção sobre os direitos das crianças em Abril de 1990, mas até então continuam a ser verificadas as violências contra as crianças no país.
Nesta senda, Mariama Baio, em representação do presidente do Parlamento Nacional Infantil, alerta o governo sobre a necessidade de reforçar o sistema de proteção das crianças na Guiné-Bissau.
“Existe uma forte necessidade de reforçar normas, impôr políticas e estabelecer um sistema de proteção que proteja as crianças e adolescentes de maneira sustentável”, sustenta.
Celebra-se, hoje, no país o dia internacional das crianças Africanas, numa altura em que, segundo o Parlamento Nacional Infantil da Guiné-Bissau, mais de 28% das crianças guineenses na idade escolar estão fora do sistema do ensino.
Por: Turé da Silva
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