FADIA: RECEITAS INTERNAS ESTÃO A MENOS DE 10% CONTRARIAMENTE AOS OUTROS PAÍSES MEMBRO DA UEMOA
O ministro das Finanças anunciou, hoje (27), que a Guiné-Bissau é um dos países da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) com mais baixa taxa de pressão fiscal, ou seja, as receitas interna.
O anúncio feito na saída da reunião realizada através da videoconferência sobre revisão anual das reformas políticas e programas comunitárias da UEMOA referente ao ano 2019.
De acordo com João Mamadu Fadia, a taxa da pressão fiscal da Guiné-Bissau, está a menos de 10% contrariamente aos outros países membro da organização.
“Em termos de receitas internas, nós estamos muita abaixa, a nossa taxa de pressão fiscal, ou seja, de receitas está a menos de 10%, quando devia estar acima de 20% ou 30%, da Guiné-Bissau, é a mais baixa da toda a união. Além disso, a massa salarial do país, deve situar-se no máximo 35% das receitas fiscais e neste momento estamos a cerca de 70%, portanto estamos praticamente fora de todos os indicadores de convergência económica e que interpela-nos a fazer o esforço”
Em relação à revista técnica realizada hoje, referente ao ano 2019, o ministro informou que houve uma evolução comparativamente ao ano 2018.
“A revista técnica que se fez de 2019, comparativamente ao 2018, houve uma evolução positiva, saímos de uma taxa de execução de 38% para 43%. Agora perguntem-me se esse 43% é suficiente, não! Em alguns sectores sim houve progressos em outros menos progressos, portanto o que ficou claro é que há esforço a fazer para implementação dos dossiês de reformas em vários sectores”, explicou
Para melhorar as tendências, o ministro das Finanças aponta como “uma das situações mais urgente os testos comunitários que devem ser aprovados pela assembleia”.
Por: Braima Sigá
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