ESTUDANTES AMEAÇAM SAIR ÀS RUAS SE PERSISTIR PARALISAÇÃO NAS ESCOLAS PÚBLICAS

Os estudantes das escolas públicas exigem do governo a abertura das aulas e caso contrário, dentro de uma semana, ameaçam voltar a sair às ruas para fazer valer os seus direitos

A ameaça das organizações estudantis revoltados com a falta das aulas nas escolas públicas, foram ouvidas, esta segunda-feira (12), numa conferência de imprensa que também serviu para o balanço do incidente verificado durante a tentativa de manifestação da quinta-feira última.

Bucar Camara, porta-voz do colectivo, diz que os estudantes continuarão a exigir os seus direitos através de futuras manifestações que serão responsabilidades do governo.

“Não vamos negociar com ninguém porque estamos só a exigir o nosso direito. Damos o ultimato de sete dias para o início das aulas em todas as escolas públicas do país e em consequência o governo vai arcar com as futuras manifestações porque não vamos desarmar”, adverte.

Bucar Camara diz ainda que não aceitarão mãos ocultas para a realização das manifestações. No entanto, foram apurados que 12 pessoas estão feridas e duas em estado grave que ainda continuam hospitalizados.

“Quem quiser tirar proveito que não encoste nas nossas manifestações. Fomos intimidados e espancados nas próprias escolas e lançaram gás lacrimogénio e bateram em nós. Na sequência 12 pessoas foram feridas e um rapaz perdeu os sentidos e as imagens foram partilhadas nas redes sociais e uma menina partiu os ombros e ambos ainda estão hospitalizados”, explica.

Em nome do Moimento dos Cidadãos Conscientes e inconformados, Badilé Sami, ouvido pela Rádio Sol Mansi (RSM), pede o Comissário Nacional da Polícia de Ordem Pública, a demitir-se das suas funções na sequência da agressão das forças de segurança contra os manifestantes.

“Esperamos que o comissário seja demitido ou que ponha o seu cargo á disposição, também pedimos as consequências do chefe da operação da POP e que os agentes que lançaram gás sejam despidos a farda porque a autoridade zela pela protecção dos seus cidadãos”, exige Sami do MCCI que reafirma a determinação da organização em continuar reivindicar os direitos fundamentais dos cidadãos guineenses.

Na quinta-feira última, os estudantes apoiados pelo Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados foram impedidos de manifestar com destino ao palácio do governo exigindo a reabertura das aulas nas escolas pública.

As organizações condenaram a actuação das forças de segurança que lançaram gás lacrimogénio contra os estudantes, e por isso pedem a investigação do caso e para que actores sejam traduzidos á justiça.

Na sexta-feira o ministro da educação disse que as diligências estão a ser tomadas para que as aulas iniciem ainda neste mês de Novembro.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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