ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO APELAM MALEABILIDADE DO GOVERNO E SINDICATOS NAS NEGOCIAÇÕES

A Associação dos Pais e Encarregados de Educação apelam ao governo para concluir o processo do pagamento aos professores dos professores e aos sindicatos para serem mais maleáveis em relação aos pontos em revendição

Apelo foi lançado, esta quinta-feira (03), pelo presidente em exercício da associação, Abu Indjai. Durante o processo de negociação entre o governo e os sindicatos a organização marcou a presença.

“Professores nos ajudem, por favor. Se não fazerem isso, como vamos fazer com os nossos filhos”, lamenta Abu que também pede os alunos para voltarem a sala de aula porque “os professores mostram a disponibilidade em retomar as aulas”.

“90 dias da greve já chega. Digamos basta aos sindicatos, porque em nenhum processo de negociação pode-se ganhar a 100% das suas exigências”, adverte.                     

Abu Indjai garante ainda que vão continuar a pressionar o governo para concluir o pagamento de últimos meses do ano 2018 aos professores.

“Já existe um consenso. Agora vamos continuar a fazer pressão ao governo para acabar de cumprir com o que está constado no acordo, garantimos isso, passamos hoje (03) nos maiores liceus da capital, constatamos a presença de 90% dos professores, o que nos deixa mal é que os alunos não estavam na escola”, lamenta Abu.

Ainda sobre o regresso as salas de aulas, o vice coordenador da Carta 21, Augusto Nabissau, apelou aos seus colegas alunos para voltarem as aulas e aos sindicatos e governo no sentido de chegarem mais breve possível a um consenso.

“O que temos a dizer aos nossos colegas é para que voltem as salas de aulas, desde já que o único com que temos a ligação nos disse para voltarmos as aulas, por isso pedimos ao governo para voltar a falar com os sindicatos e os sindicatos para que sejam mais maleaveis porque na negociação não se pode ganhar tudo, por isso têm é que dar mais importância aos pontos já entendidos, deve existir a cedência também das suas partes, porque o futuro dos alunos agora é que está em causa e daqui a anos vamos começar a sentir o efeito disso”, lembra Augusto.

Os dois sindicatos do sector do ensino anunciaram, ontem (02), para o próximo dia 7 de Janeiro, uma nova paralisação do sector de ensino, desta vez durante um mês.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Anézia Tavares Gomes

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