Covid 19: BOMBEIROS HUMANITÁRIOS SEM MÍNIMAS CONDIÇÕES
Os Bombeiros Humanitários de Bissau não têm condições materiais e de protecção para intervenção em caso de eventual morte pelo Coronavírus. O alerta é do chefe de Operação do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, hoje (14), durante uma entrevista à Rádio Sol Mansi (RSM).
Francisco Correia disse ainda na mesma entrevista que, embora a preparação física dos agentes dos bombeiros humanitários, mas não estão em condições de fazer intervenção em eventual caso de morte nas ruas sobretudo quando de trate de causas desconhecidas.
Francisco Correia disse ainda que não têm nenhum material de primeiros socorro para a prevenção do Covid-19, por isso, segundo ele, é urgente a formar os profissionais de bombeiros.
“O nosso serviço não tem nenhum material de protecção individual para fazer face a qualquer eventualidade ou na intervenção do caso de morte por coronavírus”.
Francisco Correia disse ainda que a sua instituição carece de meios para fazer face as necessidades da população e em particular no combate ao Coronavírus, sublinhando que é necessário o apetrechamento com materiais adequados, incluindo as máscaras e as viaturas.
“A maioria dos trabalhos que fizemos tem sucesso graças ao nosso esforço e a nossa determinação. Precisamos de materiais de protecção individual e de viaturas para responder às demandas neste tempo”.
À população guineense, o porta-voz dos bombeiros Humanitários explica que não conseguem chegar a tempo em várias situações porque deparam com falta de viaturas. A única viatura que funciona não consegue conter água por muito tempo porque o depósito está estragado.
“Há 28 anos de serviço nunca vi o governo da Guiné-Bissau comprar viaturas ao nosso serviço. Todas as viaturas que temos são doadas pelas organizações e parceiros internacionais”.
Nos bombeiros humanitários de Bissau, a RSM constatou que das 3 viaturas, apenas uma funciona em situações ainda a desejar porque o depósito da água está danificada.
As duas ofertadas há anos, já não funcionam e estão paradas na porta principal em estado avançado de degradação. Ainda uma outra ambulância ofertada por uma outra ONG está parada e não funciona há muito tempo.
Texto & Imagem: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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