CHEFE DO GOVERNO ACUSA POLÍTICOS DE QUEREM ATRAPALHAR A REALIZAÇÃO DAS ELEIÇÕES
O Primeiro-ministro, Aristides Gomes, acusa a classe política da Guiné-Bissau de estar a criar perturbação para comprometer a realização das eleições legislativas de 10 de Março
O Chefe do governo falava à imprensa, na sede de Assembleia Nacional Popular (ANP), horas depois de ter anunciado o adiamento de assinatura do pacto de estabilidade politica e social e o código de conduta e ética eleitoral.
“Eu penso que toda essa situação acontece, porque há sector da nossa sociedade sobretudo da sociedade politica que não quer ir às eleições e que quer perturbar. A população da Guiné-Bissau deve assumir o destino do nosso país nas suas próprias mãos”
Para Aristides é preciso que a opinião pública guineense se pronuncie progressivamente sobre este estado de coisa que não beneficia o desenvolvimento do nosso país.
Relativamente a greve dos três sindicatos dos professores projetada para o próximo dia 14, Aristides Gomes diz que não compreende a razão do novo pré-aviso de greve.
“Os professores efectivos que estão a trabalhar, não temos dívidas com eles. Eu não vejo porque é que aqueles estão a trabalhar. São os professores efectivos que beneficiaram de aumento salariar, nós temos pagamento em dia e mesmo estes atrasados foram pagos, não vejo as razões de novo pré-aviso de greve”.
Os três Sindicatos dos Professores reafirmaram, esta segunda-feira (11), em conferência de imprensa, a publicação da carreira docente no boletim oficial e o pagamento das dívidas como condições para evitar a nova vaga de greve de 16 dias uteis nas escolas públicas do país.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá
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