Castanha de Caju: CAMPONESES AMEAÇAM SAIR ÀS RUAS EM REIVINDICAÇÃO CONTRA PROCESSO DA CAMPANHA

A União Nacional dos Camponeses ameaça sair às ruas, para manifestar a sua indignação pelo fato dos comerciantes não estarem a comprar a castanha de caju até a data presente no país.

A ameaça foi tornada pública, esta terça-feira, numa entrevista telefónica à Rádio Sol Mansi pelo presidente desta organização, que assim manifesta a sua indignação pela forma como está a decorrer a campanha de comercialização da castanha de caju.

Upa Vicente Calipande Gomes disse que a intenção visa alertar o governo, pelo perigo que a presente campanha corre, e as suas consequência e riscos em caso de não resolução mediática da mesma, por isso, saíram às ruas para manifestar contra o silêncio do governo neste assunto.

“Demos ao presidente da República um tempo para resolver a situação, caso contrário sairemos às ruas do interior e do centro de cidade de Bissau para manifestar as nossas indignações perante o que está acontecer nesta presente campanha de comercialização da castanha de caju”, explicou o presidente desta organização.

O presidente da União Nacional dos Camponeses disse ainda que perante o cenário que se vive nesta campanha de caju é uma ameaça muito forte à fome que vai afetar os camponeses em caso de não tomada de medidas necessárias.

“Nós como a união nacional dos camponeses estamos muito tristes perante o que acontece nesta campanha de caju e não temos como fazer uma vez que ninguém está disposto a comprar a castanha no preço fixado pelo governo, neste caso é uma situação difícil de lidar”, lamentou Upa Vicente Calipande Gomes.

Upa Vicente Gomes disse que a grande ameaça, que os camponeses enfrentam é a ameaça do governo que quer resolver os seus problemas através da castanha de caju dos camponeses.

“Outro grande ameaça que os camponeses estão a deparar é questão da ameaça do estado porque percebemos o estado através do governo quer resolver os problemas na castanha dos camponeses”, alertou o presidente da União.

De acordo ainda com a União Nacional dos Camponeses, o preço de cada quilograma da castanha de caju devia ser fixado em 500 francos, em vez de 375 francos, como condição de impingir mais sofrimento a população.

 

Por: Rádio Sol Mansi / Marcelino Iambi

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