Caso Bernardo Catchura: PGR EXONERA O COORDENADOR DE VARA CRIME
O Procurador-Geral da República (PGR) exonerou, esta terça-feira (09 de Fevereiro), o coordenador da vara crime do Ministério Público, Victor Insali, e nomeou provisoriamente a vice PGR, Manuela Mendes, para ocupar o mesmo cargo.
De acordo com a fonte da Radio Sol Mansi (RSM) a decisão do Procurador-Geral da República em exonerar o coordenador da Vara Crime foi a revelia do conselho superior da magistratura, reunido (), que durante a reunião recusou a proposta.
O facto aconteceu 5 dias depois da liga Guineense dos direitos humanos ter denunciado a forte pressão sobre o magistrado titular do processo do caso morte do activista Bernardo Mário Catchura.
A nossa fonte revela que a decisão de Fernando Gomes vem na sequência da recusa por parte do coordenador de vara crime do Ministério Público em cumprir “ordens ilegais” do PGR, em não requerer aos médicos envolvidos no caso a prisão preventiva.
Contactada ainda, esta terça-feira, pela Radio Sol Mansi, o Director de Serviços prisionais e Reinserção Social confirmou a libertação dos dois Médicos supostamente envolvidos na morte do activista e jurista Bernardo Catchura.
“Os suspeitos foram soltos ontem (08). A questão de colocar alguém na cela requer um mandado de detenção ou decreto de prisão. (…) Mas para sair também deve ser perante um mandado de soltura. Não houve pressão por parte algum e se haver eu desconheço. No entanto, agimos dentro dos trâmites legais e segundo as competências que a lei nos atribui”, garante.
Questionado sobre quem assinou o mandado de soltura dos dois médicos, Fernando Ié afirmou que a decisão foi do Tribunal.
“O documento veio do tribunal e nada mais porque quem coloca na prisão é a mesma pessoa que ordena a soltura. Quem ordena a prisão é a justiça”, disse.
Cinco (05) dias depois da Liga Guineense dos Direitos Humanos ter denunciado a forte pressão sobre o magistrado titular do processo dos dois Médicos supostamente envolvidos na morte do cidadão activista e jurista Bernardo Catchura, o PGR decide por exoneração do coordenador da vara crime do ministério público.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Amade Djuf Djaló
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