BCEAO: SALDO DA BALANÇA DE PAGAMENTO DO ANO 2021 APRESENTA UM SUPERÁVITE DE MAIS DE 60 MILHÕES DE FRANCOS CFA

O Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) anunciou hoje (21-03) que o saldo da balança de pagamento do ano 2021 apresentou um superávite de mais de 60 milhões de francos cfa, após um superávite de 52 milhões e 615 mil francos cfa registados em 2020.

Segundo a instituição financeira, os bens registou uma melhoria passando de um défice de 53 milhões e 807 mil francos cfa em 2020 para um défice de 27 milhões e 730 mil francos cfa em 2021.

Esta situação, de acordo com o BCEAO, resulta de um forte aumento das exportações da castanha de caju e a balança de serviços apresentou um défice de 73 milhões 912 mil francos cfa em 2021.

A conta de rendimento primário apresentou um superávite de 9 milhões e 400 mil francos cfa contra mais de 14 milhões em 2020. As entrdas líquidas da conta de rendimento secundário passaram de 82 milhões de francos cfa em 2020 para 84 em 2021, resultante do aumento das transferências líquidas de remessas de migrantes, aponta a istituição financeira.

No entanto, a BCEAO afirma ainda que a conta de capital atingiu 12 milhões e meio de francos cfa em 2021 contra 9 milhões em 2020 em consequência do aumento dos recursos recebidos para o financiamento de projetos públicos e a conta financeira apresentou entradas líquidas de mais de 49 milhões de francos cfa.

Entretanto, sobre esta balança, o ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, aponta a diversificação da economia do país como forma de garantir o equilíbrio externo e o reforço na mobilização de receitas fiscais.

Reconhece que a atividade económica nacional beneficiou em 2021 de uma evolução favorável com o elevado preço de exportação de castanha de cajú, o que levou para um crescimento do Produto Interno Bruto real para 6,4% no mesmo ano.

“As atividadese económicas registou a evolução favorável nos termos de troca”, afirmou o governantes que no entanto, reconheceu que “ a dependência da nossa economia na monocultura da castanha de cajú evidencia de forma clara a vulnerabilidade estrutural da economia do país”.

A mesma ocasião serviu para o ministro das Finanças, convidar o setor privado a respeitar as normas e regulamentos relativos a repatriamentos das receitas de exportação.

“Convido a setor privado a respeitar as normas e regulamentos de repatriamentos das receitas de exportações”, invocou o responsável da pasta das Finanças, garantindo a promoção das atividades do setor privado.

Já a Diretora Nacional da BCEAO, Zinaida Cassamá, chama atenção dos parceiros económicos para interpretarem os momentos de deficuldades numa vertente de oportunidades para promover o uso de novas feramentas de trabalho.

O encontro desta terça-feira permitiu ainda descutir as reformas necessárias para diversificar as exportações e fortalecer a resiliencia da economia face as crescentes incertezas a nível internacional.

Por: Ussumane Mané

 

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