BANCO MUNDIAL DESCONTENTE COM UTILIZAÇÃO DE FUNDOS NO PAÍS

O Banco Mundial está “insatisfeito” com a utilização dos fundos para apoiar na transformação do país e pretende reforçar a sua presença com os projectos destinados às zonas rurais formando comunidades para exigirem os seus direitos

Entretanto, esta terça-feira (05/04), o Banco Mundial apresentou a nova estratégia de apoio a Guiné-Bissau para 2017 - 2020 em mais de 200 milhões de dólares.

Na reunião com o governo, a directora regional do banco para a Guiné-Bissau, o Senegal, a Mauritânia, a Gâmbia e o Cabo-Verde, Louse Cord, disse que para a nova estratégia existem objectivos ligados a melhoraria do acesso ao serviço de base sobretudo na saúde e na educação.

“O segundo objectivo é de aumentar a resiliência da populaça e a oportunidade de gerarem as suas próprias receitas. Por isso os projectos de transporte e de conectividade serão prioridades para que os agricultores possam chegar aos mercados com melhores preços. E também na protecção social com projectos e transferência de dinheiro”, adianta.

Já sobre os temas, serão a boa governação e a transparência, segundo a responsável precisa-se que acompanham a participação das mulheres no trabalho formal, a participação da população e o melhoramento dos serviços nas zonas rurais.

Mostrar e formar a população sobre como funciona a democracia o que devem exigir como direitos, como o sistema educativo e a saúde a que tem direitos, é uma das missões da organização internacional.

Na mesma ocasião, o ministro das finanças, João Aladje Mamado Fadia, disse que o encontro para fazer balanço do portefólio é também para reflectir juntos sobre a nova estratégia com os 200 milhões de dólares em quatro projectos regionais e quatro nacionais, onde a maior parte está ligado a água e a electricidade.

“No ano passado tivemos mais vinte milhões suplementares de um fundo especial para países frágeis para apoiar na transformação. Entretanto os resultados da sua implementação não forram satisfatórios. Então estamos a tirar lição desta experiencia, mas queremos assegurar que a ajuda dobrou e também estamos a aumentar a nossa presença por aqui. Já temos o nosso representante e agora vamos aumentar mais pessoas para melhor seguir os trabalhos”, garante.

O banco manifestou a sua preocupação com situação de mortalidade materno no pais, a situação da fragilidade económica, da dependência do país em exportar só o Caju, o aumento de elite devido a “fraca governação” entre outros factores que impedem a redução da pobreza no país.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Iasmine Fernandes

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