ARN ATRIBUI LICENÇA PARA EXPLORAÇÃO DE CABO SUBMARINO
A Autoridade Reguladora Nacional da Tecnologia de Informação e Comunicação (ARN) atribuiu esta quarta-feira (3/7) a licença à sociedade de Cabos para exploração de cabos submarinos na Guiné-Bissau financiado pelo Banco Mundial com 35 milhões de dólares.
Com esta ligação, a Guiné-Bissau terá um aumento de capacidade de rede e uma maior capacidade de troca de comunicações, principalmente através de Internet de banda larga.
Perante esta situação, o presidente do Conselho da Administração da Sociedade de Cabos, Rui Duarte Barros, admite a conclusão dos trabalhos no final do ano em que os cabos poderão entrar em funcionamento no mês de Fevereiro de 2020…
“Nós pensamos até fim do ano, precisamente em Fevereiro, o cabo estará operacional. A Guiné-Bissau tinha solicitado o empréstimo do Banco Mundial num valor de 35 milhões de dólares americanos e o governo entrou com 31 milhões de dólares”, revelou Rui Duarte Barros.
O ministro cessante dos Transportes e Comunicações, Mamadu Serifo Jaquite, disse que esta atribuição de licença permitirá a resolução dos problemas da Guiné Telecom e Guinetel na matéria de privatização.
“Ajudará na resolução de problemas de Guiné Telecom e Guinetel que já está atrasado e segundo o programa que assinámos com o Banco Mundial, já devia ser no mês de Abril e este, é essencialmente o marco importante desta atribuição de licença”, sublinha o ministro.
O presidente do Conselho da Administração da ARN, Gibril Mané, prometeu a melhoria de condições de telecomunicações no país através de cabo submarino e reconheceu a dificuldade das empresas de telecomunicações em dar a cobertura ao nível nacional.
“O nosso sector de telecomunicação poderá dar passo gigantesco na melhoria de qualidade de serviços no país através de cabo submarino uma vez a dificuldade das empresas de telecomunicações em dar a cobertura ao nível de todo território nacional”, referiu Gibril Mané.
A Guiné Telecom que foi criada em 1991 pela Portugal Telecom (PT) (40% do capital social), Estado guineense (50%) e funcionários (10%).
Em 2004, a Guiné Telecom passou a enfrentar dificuldades técnicas e financeiras, decorrentes de falta de investimentos e da quebra de receitas.
Recorde-se que a Guiné-Bissau em certa altura dispõe de quatro (4) empresas de telecomunicações entre quais Guine Telecom e Guinetel do governo assim como empresas de telecomunicações móveis Orange Bissau e MTN privadas.
Por: Marcelino Iambi
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