ADVOGADO ACUSA SISSOCO EMBALÓ DE SEQUESTRAR OS DETIDOS DO CASO 1 DE FEVEREIRO
O advogado de 18 militares e paramilitares detidos na sequência do ataque ao palácio do Governo no passado dia 1 de Fevereiro acusa o presidente da República e o ministro da Defesa como principais responsáveis pela manutenção da detenção dos suspeitos.
“ O presidente da República é o primeiro cúmplice, o responsável número um da manutenção dos detentos nas celas. O presidente da República tem duas intenções para cumprir, não só ele, mas o ministro da Defesa também: o primeiro, o Úmaru Sissoco Embaló e Sandji Fati estão preocupados, porque em várias ocasiões o ministro da Defesa defendeu que há que haver o equilíbrio étnico nos quarteis e quando conseguem monopolizar, vai os facilitar a entrada das forças armadas estrangeiras, ou seja, é o que estamos a ver na prática”, acusa o advogado Marcelino Intupé, em conferência de imprensa, esta sexta-feira, para posicionar sobre o incumprimento dos despachos do Juízo e do Ministério Público por parte do Estado-Maior das Forças Armadas e da competência do Tribunal Civil em detrimento do Tribunal Militar em julgar os militares suspeitos no caso 1 de Fevereiro.
Desde o acontecimento, não se sabe quantas pessoas se encontram detidas, entre oficiais militares e cidadãos civis suspeitos de participarem na tentativa de golpe de Estado do passado 1 de Fevereiro.
Há duas semanas, despachos do Juízes de Instrução Criminal e do Ministério Público, ordenaram a libertação de 14 pessoas, detidas na Segunda Esquadra da Policia da Ordem Publica e nas instalações militares da Base Aérea.
Não obstante, Intupe assegurou que “algumas figuras poderão ser processadas dentro de algumas horas ou tempos pelos crimes de sequestro, de obstrução das actividades jurisdicional e crime de abuso de autoridade”.
Em 1 de Fevereiro, homens armados atacaram o Palácio do Governo, onde decorria um Conselho de Ministros, com a presença do Presidente da República e do primeiro-ministro.
Na sequência dos acontecimentos, desde a semana passada, começou a chegar à Bissau a força militar da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para ajudar na estabilização da Guiné-Bissau.
Por: Braima Sigá
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