67 COMUNIDADES DECLARARAM PUBLICAMENTE ABANDONO A PRÁTICA DE MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA

 

Cerca de 67 comunidades de todo o país declararam publicamente o abandono à prática tradicional nefasta a saúde da mulher e crianças, nos últimos 6 meses do ano passado.

A informação é da presidente de Comité Nacional para Abandono das Práticas Tradicionais Nefasta à Saúde da Mulher e Criança, Fatumata Djau Baldé, esta segunda-feira, durante o encontro semestral, das organizações membros do comité, que visa avaliar as actividades semestral e programar trabalhos dos próximos seis meses.

Durante uma entrevista aos jornalistas Djau Baldé considerou que os trabalhos realizados pela organização que dirige é positivo, destacando a declaração publicamente do abandono a prática pelas comunidades.

“ Só isso já é uma vitória” na medida em que “ é uma prática que as pessoas consideravam um tabu, parte de uma entidade cultural. “Ganhar confiança e coragem dentro da comunidade afirmar publicamente o abandono da referida da prática, por si só é uma vantagem e um aspecto positivo” realçou.

Para Fatumata Baldé, esta é uma forma de mostrar que “ devemos continuar a luta” porque o gesto demonstra que dentro da comunidade, os que querem realmente abandonar a prática também podem servir para fazer chegar as mensagens a outras comunidades”.

A presidente de comité, reafirmou que a prática esta a diminuir apesar de ainda existir pessoas que a prática escondida, mas um dia se cansa “ acho que já estamos a chegar na fase de cansaço” porque este ano um de aspectos que vamos priorizar e reforçar “ é o trabalho com os técnicos de saúde” com vista a verificar todas as crianças de 0 a 5 anos se foi submetidos a mutilação ou não.

Fatumata Baldé falou dos desafios neste ano para as actividades nas comunidades.

“Temos a obrigação de chegar a todas as comunidades praticantes a nível e este encontro vai nos permitir que possamos nos dividir para que continuemos os trabalhos do ano passado e que este ano devemos estar em cerca de 180 tabancas” enfatizou.

O comité nacional para o abandono das praticas tradicionais nefastas quer reforçar nas comunidades as campanhas de sensibilização sobre as leis que protegem as mulheres e crianças desta prática.

Por: Anézia Tavares Gomes

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