São Máximo
Bispo de Jerusalém, São Máximo foi perseguido pelos romanos por ser Cristão. Foi preso, julgado e torturado. Teve seu olho direito arrancado e seu pé esquerdo mutilado, vindo a falecer em 350.
Máximo, o Confessor, também conhecido como Máximo, o Teólogo e Máximo de Constantinopla, foi um monge e teólogo cristão. No início de sua vida foi servidor civil e ajudante do imperador bizantino Heráclio, porém desistiu da vida política para se dedicar ao monasticismo. É considerado um dos Pais da Igreja, grega (Oriental)[3] e cristã.[4]
Após se mudar para Cartago, Máximo estudou diversos autores neoplatônicos e se tornou também um proeminente autor. Quando um de seus amigos começou a desposar o ponto de vista cristológico conhecido como monotelismo, Máximo foi arrastado para a controvérsia, na qual apoiava a posição calcedoniana de que Jesus tinha tanto a vontade humana quanto a divina. Máximo é venerado tanto pela Igreja Ortodoxa quanto pela Igreja Católica Romana. Seus pontos de vista cristológicos o levaram a ser torturado e exilado. Sua morte ocorreu logo em seguida. O seu título de "Confessor" significa que ele sofreu pela fé cristã, mas não chegou ao martírio. Acredita-se que sua Vida da Virgem seja a mais antiga biografia completa de Maria.
Muito pouco se sabe sobre os detalhes da vida de Máximo antes de seu envolvimento nos conflitos políticos e teológicos da controvérsia monotelita.[nota a]
Máximo nasceu provavelmente em Constantinopla, ainda que uma biografia escrita por seus oponentes maronitas afirme que nasceu na Palestina.[5] Sua posição como secretário pessoal de Heráclio é um forte indício de que ele tenha nascido na nobreza bizantina.[6][7] Por razões desconhecidas, Máximo deixou a vida pública e fez os votos monásticos no mosteiro de Filípico, em Crisópolis, uma cidade do outro lado do Bósforo a partir de Constantinopla (e depois conhecida como Scutari - atualmente a moderna cidade turca de Üsküdar). Máximo foi elevado à posição de abade do mosteiro.[7]
Quando o Império Sassânida conquistou a Anatólia, Máximo foi forçado a fugir para um outro mosteiro, nas redondezas de Cartago. Foi lá que ficou, sob a tutela de São Sofrônio, e começou a estudar as obras cristológicas de Gregório de Nazianzo e Dionísio Areopagita. Também foi durante sua estadia em Cartago que Máximo começou a sua carreira de teólogo e escritor espiritual.[5] Máximo era tido na mais alta estima pelo exarca e pela população, um homem santo, se tornando de maneira ostensiva um influente conselheiro não-oficial sobre assuntos políticos, e líder espiritual no norte da África.

