MÉDICOS GUINEENSES NA VENEZUELA SEM PAGAMENTO HÁ QUASE 2 ANOS

Um grupo de 18 médicos guineenses, atualmente em processo de especialização na Venezuela, denuncia que está há 22 meses sem receber os subsídios a que tem direito. Por conta disso, enfrentam graves dificuldades financeiras e sobrevivem graças ao apoio de familiares.

A denúncia foi feita hoje pelo porta-voz do coletivo, Aliu Baldé, por meio de um vídeo publicado na página oficial da CAP GB no Facebook. No vídeo, os médicos afirmam que, apesar de várias promessas feitas pelas autoridades, desde a sua chegada à Venezuela não receberam qualquer pagamento.

Eles exigem que o Estado guineense assuma a sua responsabilidade, afirmando que a maior parte dos técnicos deixou a sua família em Bissau, e “nós deveríamos estar a ajudar as nossas famílias, mas está a ser diferente. É a nossa família que deixa de comer com o pouco que tem para nos enviar dinheiro.”

“Durante todo o processo de formação, que é muito doloroso, nós temos que custear o nosso transporte e a nossa alimentação. Somos médicos, e não é justo estarmos a passar por toda esta situação”, lamentam.

Os médicos afirmam que a situação é do conhecimento do Presidente Umaro Sissoco Embaló e que têm informações de que os subsídios deixaram de ser pagos porque “o Ministério da Função Pública pediu que o Ministério da Saúde entregasse uma carta que comprove a nossa bolsa, e o ministério não cumpriu com essa formalidade, e por isso fomos excluídos do pagamento.”

Sobre estas denúncias, a Rádio Sol Mansi continua a tentar obter a reação do Ministério da Saúde Pública.

No entanto, os profissionais temem ainda ser excluídos do processo de regularização das dívidas dos técnicos de saúde, uma medida anunciada na semana passada pelo primeiro-ministro, durante negociações com os sindicatos da saúde e da educação.

Segundo informações disponíveis, em 2022, a Guiné-Bissau e a Venezuela assinaram um acordo de cooperação que prevê a formação de especialistas médicos guineenses em várias áreas. No âmbito desse acordo, mais de 98 médicos foram enviados à Venezuela em fevereiro de 2024 para realizar formação especializada em diferentes ramos da medicina, como anestesiologia, cirurgia geral, ginecologia-obstetrícia, medicina interna e oncologia, entre outras.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos Camará

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