GUINÉ-BISSAU LANÇA PROCESSO HISTÓRICO PARA ELABORAÇÃO DA PRIMEIRA POLÍTICA NACIONAL DE ENERGIA
A Guiné-Bissau deu hoje (23 de julho) um passo decisivo rumo à transformação do seu setor energético com o lançamento oficial do processo de elaboração da primeira Política Nacional de Energia.
A iniciativa marca um momento histórico para o país e resulta de uma colaboração entre o Ministério da Energia, a Comissão da CEDEAO, através do Projeto Regional de Acesso à Eletricidade Fora da Rede (ROGEAP), financiado pelo Banco Mundial, bem como outros parceiros como a Associação Lusófona de Energias Renováveis (ALER).
Durante o evento, o ministro da energia José Carlos Varela Casimiro, destacou a importância da política como marco estratégico para o desenvolvimento sustentável do setor energético da Guiné-Bissau.
Segundo o governante, a futura política deverá abranger áreas cruciais como combustíveis fósseis e derivados de petróleo, gás, geração, transmissão, distribuição e acesso à energia – tanto em rede quanto fora da rede – além da promoção de tecnologias de baixo carbono.
"Agradecemos de forma especial ao Sr. Sylla, coordenador do ROGEAP, pelo seu papel fundamental nesta jornada, assim como ao Banco Mundial e à ALER pelo apoio contínuo ao Ministério da Energia", destacou um representante do governo durante a cerimônia.
A elaboração da política será feita com base em uma metodologia participativa, que envolverá consultas amplas a diferentes segmentos da sociedade, incluindo governo, setor privado, organizações da sociedade civil e comunidades locais. O objetivo é garantir que o documento final reflita as reais necessidades do país e esteja alinhado com compromissos internacionais como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e o Acordo de Paris.
José Carlos Varela Casimiro, sublinhou ainda a importância da adoção formal da política pelo Conselho de Ministros, o que garantirá o seu reconhecimento como instrumento estratégico nacional e facilitará sua implementação.
Para alcançar os objetivos traçados, disse Varela, o processo exigirá o reforço da colaboração institucional, a promoção da igualdade de género, a inclusão dos jovens e o fortalecimento das parcerias para mobilização e gestão eficaz de recursos.
"Estamos perante uma oportunidade única de democratizar o acesso à energia, superar obstáculos estruturais e impulsionar o desenvolvimento sustentável, inclusivo e próspero da Guiné-Bissau", concluiu o Ministro da Energia.
Por: Ussumane Mané
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