FORMAÇÃO ANUAL DE CORRESPONDENTES DA RÁDIO SOL MANSI: UM COMPROMISSO COM A VERDADE E A ÉTICA
A Rádio Sol Mansi deu início, nesta segunda-feira, 19 de agosto, à sua formação anual de correspondentes.
Dom José Lampra Cá, Bispo de Bissau e presidente do Conselho de Administração da emissora, não deixou dúvidas ao afirmar que o futuro da rádio está nas mãos dos jornalistas.
"A produção de notícias verídicas é o que garantirá nossa credibilidade. Qualquer desvio ético não apenas manchará o nome da rádio, mas também comprometerá a imagem da Igreja Católica guineense", alertou Dom Lampra, em tom sério.
O diretor da rádio, Casimiro Jorge Cajucam, reforçou o caráter essencial dessa formação: "Esta não é apenas uma oportunidade de aprendizado, mas uma preparação vital para o futuro da informação em nosso país.
“ Estamos em tempos sombrios, onde o acesso à verdade é frequentemente bloqueado, e nossa missão se torna ainda mais crucial”, destacou.

Cajucam destacou o ambiente hostil que os jornalistas enfrentam diariamente, um cenário de tensão política e pobreza extrema que não deixa margem para erros.
"Nosso trabalho não é apenas informar, é oferecer um farol de esperança em meio ao caos, uma voz firme que ecoa a verdade", declarou, com determinação.
"Em uma era em que a verdade é constantemente desafiada, nosso compromisso com a justiça e a integridade não é apenas uma escolha, é uma responsabilidade inegociável".
Cada correspondente, segundo Cajucam, é uma peça fundamental na missão da rádio. "Vocês estão na linha de frente, enfrentando os desafios mais difíceis, tanto externos quanto internos”.
A formação que iniciamos hoje é mais do que um treinamento – é um ato de resistência. Aqui, reforçamos nossas habilidades, compartilhamos nossas experiências e nos preparamos para relatar a realidade com coragem e precisão", enfatizou.

A cerimônia de abertura foi marcada por uma homenagem ao jornalista português António Pacheco, que desde a fundação da Rádio Sol Mansi em 2001, dedicou-se à formação de jornalistas e correspondentes, sendo lembrado como um verdadeiro "mestre" na emissora.
O salão que leva agora seu nome será um símbolo duradouro de seu legado e do compromisso da rádio com a formação ética e profissional.
Casimiro Jorge Cajucam encerrou com uma mensagem: "Sabemos dos riscos e das dificuldades, mas nossa paixão pelo jornalismo e nosso compromisso com a verdade são inabaláveis.
A Rádio Sol Mansi sempre acreditou que a informação é um pilar da democracia e da dignidade humana. Vocês são os guardiões dessa missão.
Com coragem, ética e solidariedade, continuaremos a enfrentar os desafios e a oferecer ao nosso público uma visão clara e verdadeira dos acontecimentos.
RSM: Mansôa
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