Economia: GUINÉ-BISSAU REGISTOU CONTEXTO MACROECONÓMICO DIFÍCIL EM 2022
A diretora Nacional do Banco Central dos Estados de África Ocidental (BCEAO) para a Guiné-Bissau, Zinaida Lopes Cassamá, revelou hoje (06-03) que as transações económicas e financeiras do país com o resto do mundo resultaram num défice global da balança de pagamentos decorrente.
A revelação desta responsável foi feita esta quarta-feira em Bissau durante a jornada de divulgação de contas externas da Guiné-Bissau referente ao ano de 2022. Na ocasião, Zinaida Cassamá, considera que o ano 2022 foi marcado por um contexto macroeconómico desafiador com pressões inflacionistas crescentes a nível mundial.
“Em 2022 esperava-se a consolidação da recuperação mundial iniciada no ano anterior e no entanto o mesmo ano foi marcado por um contexto desafiador”, revelou a responsável bancária.
O documento divulgado na presença de diferentes entidades públicas e privadas, mostrou que no plano nacional a taxa do crescimento do PIB real situou-se em 4,2% em 2022 contra 6,1% no ano anterior resultante da queda de volume de castanha de caju exportado.
No mesmo encontro, a diretora Nacional do BCEAO para a Guiné-Bissau, Zinaida Lopes Cassamá, garantiu que a sua instituição continuará empenhada no financiamento da economia nacional.
“Os desafios que enfrentamos mantêm-se importantes, nomeadamente, com persistência dos riscos a nível internacional”, afirmou Zinaida Cassamá, considerando que a sua instituição continuará empenhada no financiamento da economia nacional.
No encontro presidido pelo ministro da Economia e Finanças, Ilídio Vieira Té, foi revelado ainda que o comércio de bens apresentou um défice de mais de 95 mil milhões em 2022 superior aos 27 mil milhões do ano de 2021 explicado por um forte aumento das importações e uma redução das exportações.
Por: Ussumane Mané
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