Adolescente eletrocutada: EAGB CONTINUA EM SILÊNCIO TOTAL

Passados três dias depois da morte de uma adolescente de 13 anos eletrocutada, em Cumura, depois de agarrar num cabo elétrico deixado no chão pelos técnicos da Empresa de Luz e Água da Guiné-Bissau (EAGB), a direção da empresa pública continua em silêncio total.

A menina de 13 anos de idade morreu na tarde do dia domingo, na seção de Cumura, setor de Prábis, região de Biombo, ao agarrar num cabo elétrico deixado no chão sem mínima proteção pelos técnicos da Empresa de Luz e Água da Guiné-Bissau que estavam num trabalho no local. A situação chegou a provocar revolta popular, mas passados minutos a situação foi controlada.

Depois de todo o acontecido, a Rádio Sol Mansi (RSM) deslocou até às instalações da EAGB e falou com o diretor da imprensa que informou-nos que prefere reagir só depois, porque ainda aguardam pelo relatório da empresa responsável pelos trabalhos naquela zona que se estende até Prábis.

A RSM sabe que os restos mortais da criança que morreu eletrocutada já foram enterrados na sua terra natal e, no entanto, uma fonte confidenciou-nos que a família que aclama pela justiça pondera intentar uma queixa-crime contra a própria EAGB.

Desconhecemos até agora dos processos legais que deveriam estar a ser feitos neste momento para a responsabilização dos possíveis culpados e para a remoção dos cabos deixados à solto naquela localidade.

Entretanto, segundo as fontes contactadas pela RSM, no momento do incidente os técnicos da EAGB deitaram no chão cabos elétricos sem a mínima proteção ou sinal de alerta de perigo e na sequência uma dolescente que estava de passagem agarrou no cabo e foi eletrocutada de imediata e a morte foi confirmada minutos depois no hospital próximo.

Passados 24 horas, os cabos continuavam no chão apenas com a fita que foi colocada pela própria população, logo após o incidente. Não obstante, as pessoas ainda corriam perigo de vida.

A priori, segundo fontes, os técnicos da EAGB que estavam a trabalhar no terreno negaram a responsabilidade do ato acusando a própria população de cumura de ter usado a feitiçaria para matar a criança.

Mas, explicam ainda fontes, passados minutos uma equipa da EAGB e um dos técnicos do hospital de Cumura acabaram por confirmar que o cabo realmente tinha corrente que chegava aos 221 voltagens.

Esta situação já tem a reação da Associação dos Jovens Unidos de Cumura que lamenta a morte da adolescente de 13 anos.

Falando à RSM, o presidente da Associação dos Jovens Unidos de Cumura, Aderso Costa Rosa, considera a situação de intolerável e, para ele, isso é uma clara negligência.

Aderso exige ainda a responsabilização judicial dos atores deste caso, como forma de desencorajar os atos de gênero.

O presidente da Associação dos Jovens Unidos de Cumura chama também atenção da EAGB no sentido de instruir os seus técnicos a trabalharem com prudência e cuidados a fim de evitar acidentes durante e depois do trabalho.

Enquanto isso, espera-se que a justiça seja feita e que os culpados sejam castigados de acordo com as leis do país.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos Camará

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