GUINÉ-BISSAU REGISTA UMA EVOLUÇÃO CONSIDERÁVELMENTE NAS AS ÚLTIMAS DÉCADAS TENDO ATINGIDO 70% DE COBERTURA VACINAL NS
Um estudo sobre os sistemas de saúde nos estados-membros da CPLP com exceção de Guiné-Equatorial divulgado esta quinta-feira, 24 de julho, em Bissau, destaca uma melhoria da Guiné-Bissau em termos de cobertura vacinal.
A obra intitulada “Sistemas de Saúde na CPLP: 50 anos de permanente mutação”, revela que a Guiné-Bissau melhorou consideravelmente a cobertura vacinal que era de -10% entre os anos de 1980 até aos anos 2000. Segundo o estudo de 2000 a esta data registou-se uma melhoria passando agora para 70%.
Em declaração sobre esses dados, Plácido Cardozo, um dos autores, afirma que em relação aos outros países a Guiné-Bissau destacou positivamente tendo já atingido um nível considerável em termos de cobertura vacinal de tripla vacina. O médico sublinha os ganhos obtidos pelo país em termos da cobertura vacinal.
“Vimos o que foi apresentado. De forma geral a Guiné-Bissau se destacou pela positiva em termos de cobertura vacinal”, afirmou o médico tendo destacado que embora o país continue a registar uma taxa de mortalidade materna infantil muito elevada, houve uma evolução em termos de redução da mortalidade. Plácido Cardozo defende que para uma melhor abordagem e gestão da questão da mortalidade materna infantil tem que haver um plano multissectorial envolvendo diferentes atores ligados ao setor da saúde pública.
“A Guiné-Bissau destaca-se também com uma evolução positiva na redução da mortalidade materna infantil embora com uma taxa bastante elevada” , concluiu.
Com uma das taxas de mortalidade materna mais elevadas do mundo, a Guiné-Bissau, segundo o fundo das Nações Unidas para a População, enfrenta desafios persistentes para garantir gravidezes e partos seguros. Apesar dos esforços em curso que reduziram a taxa de mortalidade materna de 746 para 548 mortes por 100 mil nados-vivos entre 2018 e 2022, o país continua entre os mais sobrecarregados da África Ocidental e Central.
O estudo denominado “Sistemas de Saúde na CPLP: 50 anos de permanente mutação”, divulgado esta quinta-feira , teve a participação do médico guineense, e Secretário da Célula Nacional de Apoio à Gestão de Covid-19, Plácido Cardozo.
Igualmente, recomenda o reforço de parcerias, dinamização de redes de instituições nacionais de saúde da CPLP, investimento e sustentabilidade, melhorar a disponibilidades de dados estatísticos para uma monitorização eficaz.
Por: Ussumane Mané

