CEA. CONTINENTE AFRICANO PRECISA FORTALECER SEUS FUNDAMENTOS MACROECONÓMICOS E ACESSAR FINANCIAMENTO ADEQUADO
O Secretário executivo interino da Comissão Económica para África (CEA) exortou que a África, atingida por uma combinação de crises, deve investir rapidamente e implementar estratégias centradas nas pessoas para mobilizar recursos financeiros e acelerar a recuperação económica continental.
No decurso da abetura do encontro ministerial da 55ª Sessão da Conferência dos Ministros Africanos das Finanças, Planeamento e Desenvolvimento Económico da CEA, António Pedro disse que África está no centro das transições globais de sustentabilidade, como a descarbonização dos sistemas de produção, a eletrificação das infraestruturas de transportes e o uso acelerado de energias renováveis, o que, segundo ele, deve sustentar a recuperação de África das múltiplas crises.
“ Precisamos adotar medidas para mitigar a vulnerabilidade económica e social, reduzir a desigualdade económica, promover o crescimento inclusivo e resiliente e acelerar a redução da pobreza na África”, disse aos participantes enfatizando que a África precisa de um modelo de desenvolvimento centrado nas pessoas que integre a redução da pobreza e da desigualdade nas estratégias de desenvolvimento nacionais e regionais.
O tema da Conferência é “ Promover a recuperação e a transformação em África para reduzir as desigualdades e vulnerabilidades”, que, segundo o responsável, foi oportuno, no contexto da sobreposição de crises que corroeram as conquistas em África.
O Secretário executivo da CEA sublinhou que o continente precisa fortalecer seus fundamentos macroeconómicos e acessar financiamento adequado para promover a transformação estrutural.
“ Devemos reduzir o risco do investimento no continente para investidores nacionais e estrangeiros”, acrescentou, pedindo o desenvolvimento de projetos financiáveis que possam gerar o máximo de impactos socioeconómicos.
Salientou que a Área de Comércio Livre do Continente Africano (AfCFTA) foi uma oportunidade para colmatar a lacuna de desigualdade e vulnerabilidade, ao mesmo tempo que promova a recuperação e a transformação em África, tendo por isso sublinhado a necessidade de acelerar a sua implementação para apoiar a recuperação económica de África.
Além disso, disse, a captação de financiamento para o desenvolvimento a longo prazo requer múltiplas abordagens, como o crescimento dos mercados financeiros domésticos e regionais e o envolvimento no mercado de crédito de carbono, o que poderia desbloquear 82 bilhões de dólares americano para a África, o que poderia impulsionar a industrialização sustentável e a diversificação económica.
Por sua vez, o ministro das Finanças da Etiópia, Ahmed Shide, pediu aos países africanos que diversifiquem suas economias e minimizem a dependência de setores extrativos, implementando medidas políticas inclusivas para enfrentar os desafios económicos.
“Nossas abordagens para enfrentar os desafios econômicos e o alívio da pobreza devem se equilibrar entre medidas de resposta de curto prazo e soluções preventivas duradouras”, disse Shide, pedindo aos países que aproveitem seu potencial nacional para transformar o continente e reduzir a pobreza.
O Ministro de Estado das Finanças e Desenvolvimento do Uganda e Presidente do Gabinete da quinquagésima quinta Sessão, Henry Musasizi, afirma que os países africanos devem implementar reformas políticas para combater a desigualdade e a pobreza, que foram agravadas por múltiplas crises que afectam África.
“ Com menos de 8 anos para alcançar a Agenda 2030, isso ressalta a urgência de combater a pobreza e a desigualdade no continente", disse Musasizi.
Por. Nautaran Marcos Có

