UTENTES DO MERCADO CENTRAL EXIGEM A REDUÇÃO DE PREÇO NOS CACIFOS
Os feirantes do mercado central de Bissau exigem que o governo reduza o preço cobrado por balcões e cacifos no mercado central inaugurado esta semana.
Aos microfones da Rádio Sol Mansi (RSM), dois dias depois da inauguração do mercado central, os utentes do mercado central exigem a baixa de preço cobrados por cacifos e balções. Segundo as mesmas fontes, os balções custam 10 mil francos cfa mensais, e nos cacifos os preços variam por piso, isto é, de 170 a 400 mil francos cfa mensais.
À RSM, o Presidente da Associação dos mercadores da feira Central, Malam Sanha, afirma que estão ainda em divergência por causa do preço cobrado e avança que o presidente da República lhes pediu para apresentarem uma tabela de proposta de preços.
“O presidente da República disse que foi ele quem disse ao presidente da Camara Municipal de Bissau de que a artéria de Bissau tem que estar limpa não só na praça, mas até ao mercado de Bandim, as mulheres têm que voltar a vender no mercado improvisado frente ao parque de M´batonha salvo algumas pessoas que não têm lugar”, disse o retalhista que avisa, no entanto, que exigir a indemnização ao Estado.
Antónia da Silva Costa, responsável da organização das mulheres do mesmo mercado, promete reunir com as congéneres para juntas analisarem o preço que está a ser cobrado.
“O preço é exorbitante e nós sofremos duas vezes e não fomos recompensados e nem indemnizados. (…) Vamos juntar todos os associados e pensar no preço”, sustenta.
Desde o dia que o mercado central foi inaugurado, a Camara Municipal de Bissau começou a proibir permanência das vendedeiras ao longo das avenidas e isto, segundo informações, é para cumprir com as orientações dadas pelo presidente da República durante o ato da inauguração do mercado contruído de raiz.
Igualmente, ao longo da avenida principal, concretamente de chapa de Bissau ao mercado de Bandim, a CMB está a proibir a venda ambulante e esta situação motivou até a intervenção das autoridades policiais, porque “existem resistências por parte dos mercadores”.
Por: Bíbia Mariza Pereira
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