UNTG AVISA QUE A GREVE SERÁ PARADA SÓ COM ACÇÕES CONCRETAS

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) começa, hoje (04), mais uma greve de cinco (05) dias na administração pública. Desta vez, o Secretário-geral da central sindical adverte que a greve será suspensa só com acções concretas por parte do governo

A advertência de Júlio Mendonça deixada, hoje (04 de janeiro de 2021), numa entrevista sobre o primeiro dia da paralisação convocada pela central sindical que está a ter a adesão dos três sindicatos do sector da Saúde, nomeadamente; o Sindicato Nacional dos Quadros Superiores de saúde, o Sindicato dos Enfermeiros, Técnicos de Saúde e Afins e ainda o Sindicato de Técnicos de Saúde.

Júlio sustenta que já não existem possibilidades para a assinatura de adendas ou para a entrega dos relatórios por parte da comissão criada pelo executivo.

“Apensas queremos actos concretos, despachos ´actos políticos` não carecem de financiamentos. (…) Nós, vamos pôr um ponto o final nesta história. E, a partir dali a Função Pública que é o responsável do pessoal assumirá a responsabilidade”, sustenta.

Júlio Mendonça disse que a central sindical teve uma conversa com a ministra da função pública, mas mesmo assim optou pela greve como forma de pressão para obrigar o respeito pelo princípio da legalidade.

“O país não funciona sem o respeito escrupuloso das leis”, enfatiza.

Esta vaga de greve está a ser aderida também pelo Sindicato Democrático dos Professores e pela Frente Democrática dos Professores, facto que Júlio Mendonça considera de “um sinal positivo”.

“Desta vez a expectativa está a corresponder, porque muitos funcionários estão a aderir e já temos um número normal da adesão. Desta vez os dois sindicatos da educação decidiram colaborar e deixaram o outro a apadrinhar os políticos”, explica.

Esta greve é fruto da ameaça que a UNTG fez, nos últimos meses do mês de Novembro e visa pressionar o cumprimento do memorando de entendimento assinado em Novembro último, depois de dias de greve.

No entanto, além da melhoria laboral, a UNTG quer mais controlo n a entrada das pessoas na administração pública e quer que os deputados aprovem o novo Código de Trabalho.

A greve do mês de Novembro último afectou gravemente os serviços sanitários do país e os pacientes foram obrigados a procurarem outros serviços privados que são mais custosos.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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