SOCIÓLOGO DIZ QUE LIMITE DA TOLERÂNCIA PODERÁ ESTAR NA ORIGEM DA IMORALIZAÇÃO SOCIAL NA GUINÉ-BISSAU
O Sociólogo guineense, Ivanildo Paulo Bodjam, aponta a falta de moralização social como motivo para o aumento de ondas de violência nos últimos tempos no país.
O olhar do sociólogo foi deixado, hoje, numa entrevista à RSM para falar das ondas de violências verificadas nos últimos tempos na Guiné-Bissau.
Ivanildo Paulo Bodjam, que igualmente é professor universitário, convida a população guineense no sentido de conhecer o padrão estabelecido da regra de convivência dentro da sociedade em geral.
“O limite da tolerância de alguma forma fundamenta-se na falta da moralização social, ou senão, falta das pessoas perceberam das regras da convivência social. Porque dentre as dificuldades existentes, todos somos convidados a ser altamente tolerantes do ponto de vista dos padrões estabelecidos pela sociedade como regras de convivência”.
Na mesma entrevista à RSM, o sociólogo assegura a falta de tolerância e o limite do comportamento que resulta do aumento de vários tipos de violência, incluindo a doméstica.
“ (…) Com isso podemos perceber que pode nos levar para o aumento da violência doméstica, nas questões ligadas ao roubo, furtos e homicídio que muitas vezes resultam em ofensas corporais graves”.
Ainda o sociólogo Ivanildo Bodjam afirma que se existisse uma sensibilização sobre os padrões aceitáveis de comportamentos dentro da sociedade pode se evitar de cair nestes tipos de situações de crimes dentro das diferentes comunidades da sociedade guineense.
Só no ano passado, na Guiné-Bissau, houve dezenas de casos de violências no país. Sendo os casos mais recentes, são das mulheres que provocaram lesões ligeiros ou graves nos sexos dos seus companheiros, de um homem que queimou à gasolina a sua esposa, e de dois que agrediram e acusados de assassinar a esposa, do pai que matou a filha à facada, na zona sul, da mulher que enterrou viva o seu filho, de um homem que matou duas pessoas. Muitos desses casos continuam impunes perante a lei.
Por: Diana Vaz
Imagem: Internet
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