Situação política no Senegal. CIDADÃOS GUINEENSES PREOCUPADOS COM A DEGRADAÇÃO DA SITUAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS

O colectivo dos 100 cidadãos guineenses, preocupado com a degradação da situação dos Direitos Humanos, Democracia e Estado de Direito na República do Senegal, acusa a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) de ser cúmplice na atual situação sócio-política que se vive naquele país.

“A CEDEAO está a ser cúmplice da situação vivida no Senegal, deveria ter pronunciada há muito tempo como fez a União Africana”, acusou o seu coordenador, Armando Lona, após a entrega de uma Carta Aberta ao embaixador do Senegal na Guiné-Bissau, para o Presidente senegalês, Macky Sall.

Segundo o Coordenador, a organização Oeste Africana deveria pronunciar-se para conter o que ele considera de acontecimentos horríveis que se viveu em senegal nos últimos tempos

“Passaram muitas coisas no senegal, vários acontecimentos horríveis, manifestantes assassinados mas, a CEDEAO enquanto bloco regional, não se dignou a pronunciar, portanto nós qualificamos este silêncio de uma cumplicidade gritante, é o momento de parar com a cumplicidade, é o momento de olhar para os problemas diferentes e procurar as soluções”, frisou.

Na mesma ocasião, o Coordenador do Coletivo e também professor universitário, Armando Lona, acredita que a carta ora entregue vai chegar ao Chefe de Estado senegalês, porque segundo diz, não estão a dar lição de moral, mas para que a lei seja respeitada sem a sua instrumentalização.

“Nós estamos aqui para expressar a nossa indignação não para dar a lição de moral, entendemos que as pessoas visadas pelos processos judiciais no Senegal são senegaleses e não estão em cima da lei mas, aquilo que exigimos tal como os senegaleses estão a exigir, é o cumprimento da lei, quando a justiça é instrumentalizada para fins político, cria problemas, portanto estamos a dizer que ainda é o tempo de as autoridades senegalesas pararem com esta prática, encontrar uma forma que respeita as leis”, sublinhou.

Na carta entregue hoje ao embaixador do Senegal acreditado no país, destinado ao chefe de Estado senegalês, o Colectivo dos 100 Cidadãos Guineenses, de diferentes esferas da sociedade, activista dos direitos humanos, investigadores, jornalistas, advogados e universitários interpelam o Presidente senegalês a uma libertação imediata e incondicional do opositor Ousmane Sonko, e de todos os prisioneiros políticos arbitrariamente detidos, e assim como as outras exigências que o coletivo entende poder originar um risco de degeneração e as consequências que poderão advir e contagiar a África Ocidental.

Recorde-se que em junho, o Senegal registou alguns dos seus piores tumultos dos últimos anos, depois do líder opositor Ousmane Sonko, ser condenado a dois anos de prisão em um caso de um suposto comportamento imoral.

Por: Braima Sigá

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