Segurança: ALDEIAS DE ELIA ARAME CONTINUAM ARMANDO SOBRE DISPUTA DA POSSE DE TERRA

Os Populares da tabanca de Arame, secção de Suzana, acusam as autoridades guineenses de serem os principais promotores de conflitos entre as tabancas de Elia Arame e Djobel já há mais de uma década.

As acusações de populares foram registadas esta semana numa reportagem especial ao local onde se registou na segunda-feira confrontos entre as tabancas de Elia e Arame que resultou na perda de vida de um jovem de mais de trinta anos de idade pertencente a tabanca de Arame.

Em entrevista à Rádio Sol Mansi, Jorge Sambú, representante de anciões de Arame, afirma que os confrontos que persistem entre as tabancas devem-se à falta de posição do estado guineense.

“Nós já estamos cansados com essa situação, já há muitos anos que estamos a sofrer de ataques da Elia, estamos cansados porque as nossas autoridades não estão interessados em resolver este assunto, o que para nós são cúmplices destes confrontos”, afirmou o porta-voz de anciões reafirmando as suas posições contra a passividade das autoridades guineenses.

Na mesma entrevista à nossa reportagem, o representante de anciões de Arame, apontou a responsabilidade ao estado guineense pelos danos e perdas de vidas registadas há muitos anos, considerando que algumas figuras das forças de segurança se têm envolvido várias vezes em confrontos.

Jorge Sambú apela ao envolvimento sério das autoridades como forma de poder acabar com os ataques entre aldeias que segundo as fontes já foram mortas mais de uma dezena de pessoas, entre homens e mulheres.

“Na verdade o estado deve saber onde é que sai as armas de fogo que sempre usam para nos atacar, nós não temos armas, até porque eles têm quase maiorias de elementos incorporados na força de defesa e segurança”, concluiu

Apesar da nossa deslocação até ao local, não conseguiu registar nenhuma reação de parte da tabanca de Elia que segundo uma fonte a única pessoa indicada para falar do assunto é o comité que se encontra agora detido numa das celas do país.

No confronto registrado esta semana, segundo as informações registradas pela reportagem da Rádio Sol Mansi, resultou em uma morte de um jovem de mais de trinta anos, e foram apreendidas várias armas de fogo tipo AK e outra de calibre 12.

A mesma fonte adiantou-nos que as forças da defesa e segurança tinham quase 20 pessoas incluindo o comité da tabanca de Elia e o seu filho, ambos encontrados na posse com as armas de fogo tipo AK.

Estes, disse a nossa fonte, estavam numa emboscada contra a tabanca de Arame que se encontrava numa cerimónia tradicional de luta livre que se realiza habitualmente todos os anos e, durante a emboscada a tabanca de Elia atirou em duas raparigas de Arame que depois escaparam de tiros e foram informar que são alvos de tiros numa emboscada da tabanca de Elia.

Em reação, a Arame em auto defesa começou logo a se defender contra a invasão da Elia. Durante os tiroteios não se sabe se foram atingidos uma outra pessoa, mas o que é certo que algumas pessoas encontram-se desaparecidas.

Perante estes fatos, as organizações da Sociedade Civil da Região de Cacheu, consideram de gritante e preocupante as disputas entre tabancas de Elia Arame e Djobel secção de Suzana, já há muitos anos, pondo em causa os direitos humanos.

A reação das organizações de Sociedade civil da região de Cacheu foram registadas esta semana em São Domingos, numa reportagem especial da Rádio Sol Mansi efetuada às tabanca de Elia e Arame.

Raimundo Djemé, o presidente do movimento de sociedade civil para o sector de São Domingos, considera que apesar de várias negociações a situação continua ainda no mesmo ritmo, ceifando as vidas humanas cada vez.

“Nas várias negociações feitas, envolvem diferentes personalidades para juntos encontrarmos uma solução, mas, tudo indica que a situação continua “gritante” e preocupante”, lamentou o ativista, considerando de muito alarmante as mortes registadas durante muitos anos.

Já o presidente da Liga dos direitos humanos para a região de Cacheu, Clemente Mendes, disse que a sua organização tem acompanhado esta situação e apela a quem de direito para ajudar a encontrar uma solução.

“Estamos a acompanhar a situação com grande preocupação, neste momento temos que pedir a quem de direito para ajudar na passivamente este conflito”, apelou.

As organizações da Sociedade Civil da Região de Cacheu, reagiram com tristeza aos últimos acontecimentos registados entre as tabancas de Elia e Arame, ambos na secção de Suzana, sector de São Domingos, norte do país.

Por: Ussumane Mané

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