SECRETÁRIO DE ESTADO DO GOVERNO DE ARISTIDES GOMES DETIDO PELAS ACTUAIS AUTORIDADES DO PAIS
O advogado do ex-Secretário de estado do Tesouro Suleimane Seide acusou hoje (21) o ministro do Interior de estar envolvido na detenção do seu constituinte.
O antigo Secretário de estado de tesouro encontra-se detido desde ontem nas celas da segunda esquadra.
De acordo com Suleimane Cassama o acto trata-se de um sequestro e de vingança do ministro do Interior sobre o seu constituinte.
“Falamos de forma directa que o ministro do Interior Botche Cande está envolvido na permanência e na detenção de Suleimane Seide porque por motivo sobejamente conhecido o ministro estava envolvido no dinheiro de peregrinação num valor de quase 1 bilhão de franco cfa, facto que demostra claramente que é uma perseguição. O que nós pensamos relativamente ao que está na base desta detenção ilegal, para nós mais um sequestro, porque não há mandado, não há nada”, referiu Cassama.
Por outro lado, o advogado explica o motivou que levou a detenção do seu constituinte pela força de segurança na sua residência.
“" (..) O que veio a público é que é um problema de viatura, que ele tinha enquanto secretário de Estado, mas que passou ao ministro Iaia Djaló, que confirmou que a passagem foi feita correctamente e não está na posse da viatura, mas possui todos os documentos comprovativos”, explicou advogado.
Questionado se o processo será transferido pelo ministério público Cassama considera que não existe elementos suficientes para o efeito.
“Para ouvir alguém no auto ou seja no processo é preciso para dar lhe primeiro qualificação isto é a qualificação define na qual qualidade que devia ser ouvida se é na qualidade de suspeito, declarante assim como simples testemunho ou arguido são esses qualificações que permite ao ministério público ouvir qualquer cidadão”, justificou Suleimane Cassama.
Contudo, o advogado considera que o ex-Secretário de estado do tesouro encontra-se bem e admitiu ter recebido todos os cuidados de saúde.
O PAIGC tem denunciado perseguições pelas actuais autoridades do país aos seus dirigentes e militantes, bem como aos elementos do antigo Governo liderado por Aristides Gomes.
Por: Marcelino IAmbi
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