Rui Jorge Semedo: “SERÁ QUE A GUERRA DE 07 DE JUNHO VALE A PENA?”
O politólogo e investigador, Rui Jorge Semedo, disse que os guineenses devem tirar a lição de que a violência nunca deve ser o caminho para a resolução de alguma questão nacional ele fazia referência aos acontecimentos de há 25 anos da guerra civil de 07 de junho.
“Será que a guerra de 07 de junho vele a pena? Se todos reconhecemos que não houve avanços durante estes 25 anos, é porque a grande lição a ser tirada é que a violência nunca deve ser o caminho para a resolução de qualquer questão nacional”, disse Rui Jorge Semedo em análise para falar dos fatídicos acontecimentos de 7 de junho de 1988, que ceifou a vida de milhares dos guineenses e fez deslocar um número elevados de pessoas para fora dos seus lares e para os países vizinhos.
Rui Jorge que é igualmente o analista para os assuntos politólogo da Rádio sol Mansi disse ainda que o país não teve ganhos, incluindo o setor da justiça e defesa, tudo isto depois da guerra civil de 07 de junho.
“Todos devemos questionar como está o país antes e depois da guerra de 07 de junho. Portanto, não existe algum guineense que vai reconhecer que atualmente existe justiça no país, os hospitais a funcionar, a saúde a funcionar e não existe algum guineense que vai reconhecer que atualmente a vida no quartel foi melhorada”, justifica o analista assegurando que não existe algum guineense que vai reconhecer que o país cresceu di ponto de vista do desenvolvimento.
Semedo disse ainda que o respeito pela legalidade, pela constituição da República e de demais leis do país é o único caminho para a resolução de qualquer desentendimento, da exigência do estado do direito democrático e para a existência da paz.
Rui Jorge Semedo disse ainda que o acontecimento de 07 de junho não deve servir de exemplo algum, porque o caminho agora é para o diálogo e a criação de uma consciência nacional forte.
“A melhor forma para observar que o 07 de junho foi da verdade uma deceção é que este acontecimento não deve servir de referência em momento algum”, enfatiza.
Hoje, o país recorda os 25 anos da guerra de 7 de junho, questionado sobre o que se deve fazer para evitar os erros do passado, Rui Jorge Semedo disse que o caminho é a promoção da boa governação e o cumprimento das leis da República.
“Estamos a assistir nos últimos tempos, a crise que o país tem estado a viver que fundamentalmente são motivados por dois aspetos que são o nível muito elevado de corrupção e a violação sistemática das leis do país”, disse o analista.
Para Rui Jorge, quando as pessoas encarram o país desta forma está-se a criar tensões e chega-se a um momento, tipo um barril de pólvora, quando as tensões acumulam não existe outra alternativa além de arrebentar.
“Quando isso acontece estaremos a voltar à 07 de junho. A melhor forma para não permitir que o país transforme em barril de pólvora é seguir os caminhos da lei”, aponta Rui Jorge Semedo.
A Guerra civil na Guiné-Bissau de 7 de Junho foi desencadeada por um Golpe de Estado da parte de alguns militares de alta patente, contra o Presidente João Bernardo "Nino" Vieira, em 1998, prolongando-se até 10 de Maio de 1999.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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