RENAJ DENUNCIA QUE O PAÍS TEM SIDO CONFRONTADO COM A SITUAÇÃO DE COMERCIALIZAÇÃO E CONSUMO DE DROGA

A Rede Nacional das Associações Juvenis insurgiu, hoje, contra o aumento de consumo e comercialização de droga na Guiné-Bissau. E, no entanto, denuncia que existe um tipo de droga vendida e consumida no país, que se designa de ´blota`.

A revolta foi manifestada durante conferência de imprensa, realizada na sua sede nacional, em Bissau, para posicionar face à atual situação social, política e juvenil no país.

Segundo o presidente da estrutura representativa da juventude guineense, Abulai Djaura, o mais crítico é o envolvimento de dois altos dirigentes do país neste flagelo.

“Nos últimos tempos, o país tem sido confrontado com a situação de comercialização e consumo de droga, facto que foi revelado pela apreensão de dois grandes dirigentes do país, em Portugal, por terem acompanhado, durante a viagem, com drogas nas suas malas e isso preocupa-nos enquanto uma organização de cariz social, mas sobretudo enquanto uma organização que salvaguarda os interesses da classe juvenil”, disse Djaura sustento que “como é óbvio a Guiné-Bissau é um país jovem porque a maior parte da sua população é constituída pela juventude”.

“Quando a situação é desta natureza, quem paga mais e quem sofre mais é a juventude”, alerta.

A situação do consumo e comercialização de droga na Guiné-Bissau foi denunciada pelo antigo chefe do governo da iniciativa presidencial, Nuno Gomes Na Biam, durante um comício popular realizado em Bissorã, norte do país.

O facto mereceu a inquietação do presidente do RENAJ. Segundo ele, nos últimos anos tem sido constatado o envolvimento de jovens e adolescentes no consumo e comercialização de drogas, não só na capital Bissau, mas também nas zonas rurais.

“Existe um tipo de droga que se designa de ´blota`, que nos últimos tempos está a ganhar peso na nossa sociedade e que as consequências são imprevisíveis”, denunciou Djaura sustentando que, no seu ponto de vista, as consequências terão diversas consequências que inclui criar “desarticulação” entre as instituições do Estado e a própria sociedade.

Ele sustenta ainda que esta situação pode aumentar a insegurança pública, “porque numa sociedade onde há comercialização e o consumo de drogas, obviamente é uma sociedade ameaçada pela falta de segurança, quer das pessoas e quer das próprias instituições”.

“Ao mesmo tempo pode haver o aumento da taxa de doenças mentais”, alerta.

O responsável exorta, no entanto, o governo a criar as condições de empregar os jovens para reduzir o aumento do consumo e comercialização de droga na camada juvenil assim como da fuga para europa.

Para ele, a maior parte dos jovens envolvidos na venda e no consumo de drogas são os que não têm ocupação.

“Isso nos preoupa muito e, portanto, o governo deve criar condições nesta perespetiva para que realmente jovens com ambiçaõ e os que estão a estudar possa realmente um emprego, porque as consequencias disso é sempre termos fluxo de jovens para o exterior porque aqui não há trabalho e muitos entram em delinquencias, prostituição e desvio das normas sociais”, exorta.

Nas últimas semanas duas individualidades guineenses foram presas no aeroporto de Lisboa, proveniente de Bissau, por suspeita de tráfico de drogas.

A situação já mereceu a reação do chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, durante a celebração do 14º aniversário da Guarda Nacional, na qual o presidente avisa que, doravante, qualquer passageiro proveniente de Bissau, apreendido com droga no estrangeiro os agente em serviços todos serão presos.

 

Texto & Imagem: Braima Sigá

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