Proteção civil. URBANIZAÇÃO NÃO É UM FAVOR, MAS UMA OBRIGAÇÃO

O Serviço Nacional da Proteção Civil e Bombeiros afirma que a urbanização não é um favor, mas sim uma obrigação do Estado, considerando que o país ainda está longe de cumprir plenamente esse dever.

A declaração foi feita pelo Comandante da Corporação dos Bombeiros durante o programa “Nô Segurança” da Rádio Sol Mansi, que abordou o tema “Consequências da Falta de Urbanização na Guiné-Bissau”.

Segundo Francisco Correia, não é possível falar de desenvolvimento sem urbanização, uma vez que a falta de planeamento urbano afeta tanto as instituições públicas como a própria população.

"Não podemos falar de desenvolvimento sem urbanização. A ausência de planeamento urbano cria dificuldades para as instituições e traz vários problemas para a população", acrescentou Comandante da Corporação.

Francisco Correia destacou ainda que a urbanização traz várias vantagens, sobretudo na prevenção e na resposta a fenómenos naturais, defendendo que o país deve apostar seriamente na organização e no planeamento das cidades.

"A urbanização ajuda também na prevenção e na gestão de fenómenos naturais, permitindo uma melhor organização dos espaços e maior segurança para as pessoas," salientou Correia.

O comandante sublinhou igualmente que muitos bairros do país apresentam fracas condições de urbanização, situação que dificulta a atuação dos serviços de socorro e segurança.

"Há bairros onde os bombeiros e outros serviços de emergência têm grandes dificuldades para intervir, devido à falta de acessos e organização urbanística", destacou Francisco Correia.

Correia destacou ainda o exemplo dos bairros de Ajuda e Antula, os quais apresentam condições de uma urbanização perfeita.

“ Bairros de Ajuda e Antula são os que contam com urbanização, os com menos condições de urbanização são Reino e Chão de Papel Varela com dificuldades em aceder o socorro”, lamentou o Comandante da Corporação.

Importa referir que fica assim claro que, a falta de uma urbanização não é apenas um problema de construção ou infraestrutura, mas também de uma questão de saúde pública, economia, ambiente e qualidade de vida.

Apesar dos desafios, especialistas defendem que, com o planeamento adequado, responsabilidade institucional e participação ativa dos cidadãos, é possível transformar as cidades em espaços mais organizados, seguros e sustentáveis.

Por: Marcelino Iambi

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