PRIMEIRO-MINISTRO DENUNCIA OCUPAÇÃO ÀS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS POR MILITARES

O primeiro-ministro, Aristides Gomes, denunciou numa mensagem divulgada na rede social Facebook, que os militares ocuparam hoje, ao início da tarde, o Instituto Nacional de Segurança Social.

Tal como fizeram no Instituto Nacional de Segurança Social, os militares ocuparam a Autoridade Reguladora Nacional e mandaram os funcionários para casa.

Ainda na mesma página, Aristides Gomes denunciou que o Supremo Tribunal de Justiça sofreu uma ocupação que considera ilegal das suas instalações por militares, o que impede os juízes de trabalhar.

As denúncias de ocupação de instituições públicas da Guiné-Bissau por militares continuam hoje, mas a situação em Bissau está calma, com o sector privado a funcionar com normalidade, segundo as constatações da lusa.

Enquanto isso, fotografias, também divulgadas na rede social Facebook, mostram Nuno Nabian no Palácio do Governo, precisamente no gabinete do primeiro-ministro.

A Guiné-Bissau vive mais um momento de tensão política, depois de o autoproclamado Presidente Umaro Sissoco Embaló ter demitido na sexta-feira Aristides Gomes do cargo de primeiro-ministro e nomeado Nuno Nabian para o cargo.

Maioria parlamentar pede respeito por constituição

Os deputados que constituem a maioria no parlamento apelaram hoje a todas as forças vivas do país para respeitarem a Constituição e às forças defesa e segurança para assumirem o seu papel democrático e republicano.

Ainda no mesmo comunicado,os deputados que constituem a maioria parlamentar na Assembleia Nacional Popular apelam às forças vivas da Nação a conformarem as suas actuações com a Constituição e as demais leis da República, a fim de se manter a paz, a estabilidade e a reconciliação entre os guineenses".

A maioria parlamentar é constituída pelos deputados do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Partido da Nova Democracia e União para a Mudança, que juntos representam 52 dos 102 deputados do parlamento guineense.

No comunicado, aqueles deputados apelam também às forças de defesa e segurança para "assumirem o seu papel democrático e republicano, defendendo a Constituição e as demais leis", e aos atores políticos e sociedade para se manterem calmos e "absterem-se de comportamento que possam pôr em causa a paz social e a tranquilidade dos guineenses".

Os deputados pedem também à comunidade internacional para redobrar o acompanhamento ao país, lembrando que o processo eleitoral ainda não está encerrado.

Por: Nautaran Marcos Có

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