PRG NEGA PERSEGUIÇÃO POLITICA NA NOTIFICAÇÃO DOS ANTIGOS DIRIGENTES
O Procurador-Geral da República nega ser perseguição política a notificação do ex-primeiro ministro Aristides Gomes para ser ouvido pelo Ministério Público e desafia o PAIGC a presentar qualquer prova da perseguição.
Fernando Gomes nega esta acusação ao responder algumas perguntas aos jornalistas a margem da cerimónia de tomada de posse dos membros da Comissão de recuperação dos bens do Estado.
“Se o PAIGC achar que os seus dirigentes estão a ser perseguido que vem ao Ministério Publico fazer esta denúncia e nós vamos ver quem é que está a ser perseguido. Mas eu pergunto, mandar chamar alguém para ser ouvido no Ministério Público é uma perseguição”, questiona PGR, para depois convidar o PAIGC a trazer a prova. “O nosso convite ao Aristides Gomes para ser ouvido não pode ser entendido como uma perseguição”.
Na mesma ocasião, o Procurador-Geral da República considera de preocupante a situação da justiça e ainda o estado da democracia guineense.
“Preocupa-me a situação da Justiça, é certo, mas, mais ainda, preocupa-me o estado da democracia, porque, alicerçando está em valores sólidos e em comportamentos inquestionáveis, a Justiça fica garantida e a democracia torna-se intocável”, manifestou.
Em relação a corrupção, PGR disse que “é um flagelo cada vez mais enraizado na nossa sociedade dia-a-dia, com custos humanos que ultrapassam as perdas monetárias derivadas do suborno, dos desvios financeiras, do peculato ou da fraude. Refiro-me também a toda essa variedade de actos de corrupção que podem também custar vidas humanas, como o tráfico de armas e de estupefacientes, a comercialização e aconselhamento de uso de medicamentos contrafeitos, a obtenção de ganhos na utilização de materiais de baixa qualidade em obras públicas e tantos outros”.
A procuradoria-geral da República, no cumprimento da sua missão, pretende intensificar este combate global de defesa da integridade, da probidade e da honra do nosso país e do nosso povo”.
Por: Braima Sigá
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