PRESIDENTE DE ANP EXORTA SISSOCO EMBALO A SE DISTANCIAR DO SETOR JUDICIAL

O presidente da Assembleia Nacional Popular exortou hoje o chefe de Estado, a permitir as instâncias competentes do sector judicial a fazer o seu trabalho de forma independente e autónoma sem interferência dos outros órgãos de soberania.

O pedido foi feita esta sexta-feira, em conferência de imprensa na sua residência privada em Bissau, para abordar os últimos acontecimentos políticos do país.

Domingos Simões Pereira, ladeado dos outros líderes das formações política integrantes da Coligação PAI Terra-Ranka, vencedora das últimas eleições legislativas, afirma que nos últimos dias, o presidente da República não tem escondido e tem exibido aos seus visitantes do palácio da República, a presença dos magistrados do Ministério Público presumivelmente encarregue da investigação ocorrido no dia 1 de Dezembro e do caso de 6 bilhões de francos CFA.

“ De forma regular, os magistrados têm ido dar conta do evoluir dos dois processos acima mencionado. Aquilo que esperamos do presidente da República, para qual o exortamos, é que torne público e entregue todas as provas de que diz dispor mas que permita que o setor judicial faça seu trabalho de forma autónoma sem interferencia de outro órgao de soberania porque se não, é descredito, é a instrumentalização dessas instâncias e é a fragilização de todo o ordenamento juríco interno”, disse o líder do parlamento.

Na mesma conferência de imprensa, líder do parlamento, lamenta a persistência de suprimir a ordem democrática e a sua substituição por interesse não claro, porque quanto ele assim como os deputados e funcionários da ANP, foram impedidos de ter acesso a sede do hemiciclo.

“(..) Ao nível da ANP, continuo a não ter acesso as instalações, os funcionários não têm acesso a sede da ANP, o que leva de certa forma a questionar a intenção de dissolver o parlamento ou intenção é mesmo de acabar com o órgão, porque se não há intensão de acabar com o órgão, o mínimo que se podia e que devia esperar é que se respeita as condições previstas na lei e que permite o órgão desempenhar as suas funções”, sublinhou.    

Em relação a questão dominante da atualidade a recondução do Geraldo Martins ao cargo do chefe do Governo, uma vez que o decreto presidencial da dissolução do parlamento é inconstitucional, Domingos Simões Pereira igualmente coordenador da Coligação PAI Terra-Ranka, afirma que é a reposição do governo da coligação vencedora das legislativas de junho.

“ Posição clara e inequivoca da coligação, é a reposição do governo do PAI terra ranka liderado pelo Geraldo Martins, conforme ditado pelos resultados das últimas eleições legislativas. Assim reconhecido, não só pelas leis e constituição, mas também pela conferência dos chefes de estado da CEDEAO, entendemos que era um sinal positivo, reforçar essa nossa confiança e permitir que Geraldo Martins possa nos representar nesse diálogo e encontrar uma solução para a situação política vigente”, esclareceu.

Com toda esta musculação das forças que tem vivido nos últimos dias, com o lançamento das granadas de gás lacrimogénio contra os deputados que tentaram ter acesso a sede da ANP, Domingos Simões Pereira, diz acreditar que ainda há possibilidade de voltar a norma funcionamento das instituições da república caso contrário estamos perante a alteração da ordem Constitucional por via não democrático, ou seja um golpe de estado.

Por. Braima Sigá

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