PR QUER QUE COMISSÃO DA REVISÃO CONSTITUCIONAL PROPONHA MECANISMOS PARA ALCANÇAR A ESTABILIDADE
O Presidente da República (PR), Umaro Sissoco Embaló, afirma que a criação da comissão técnica da revisão constitucional é para permitir a execução do acordo de Conacri reafirmado em Lomé
Sissoco Embaló falava, hoje (14), no acto de posse dos 9 elementos por ele nomeado para a revisão constitucional que depois será apresentada aos deputados da nação.
Embaló adverte ainda aos empossados que as suas tarefas não serão fáceis mas a experiência possuída serão para propor lacunas para alcançar a almejada estabilidade na perspectiva do bem-estar para os guineenses.
“Julgamos que os membros desta comissão e com a experiencia que possuem vão poder trabalhar no sentido de colmatar algumas lacunas e de propor alguns mecanismos que nos permitem alcançar a tão almejada estabilidade na perspectiva da promoção do bem-estar para a nossa população”
Sissoco Embaló reafirmar que irá usar a sua prorrogativa para dissolver o parlamento. E promete manter no poder durante 10 anos.
“Vimos qual tem sido o funcionamento dos órgãos da soberania. Mas quem me garante a mim que não vou dissolver o parlamento”, ameaça.
Carlos Vamain, coordenador da comissão da revisão constitucional, admite que existe “um problema sério” que deverá ser repensado e tentar chegar a um consenso para seguir sair da “crónica” e “endémica” instabilidade política no país.
“Há um problema sério que teremos que repensar, discutir e tentar chegar a um consenso com todos os nossos compatriotas”, sustenta Vamain que o presidente tomou a iniciativa de executar um compromisso internacional quem vem de Conacri e assumido por “todos que dizem aberração hoje”.
Da comissão empossada fazem parte Carlos Vamain, Maria do Céu Monteiro, Mamadú Saliu Djaló Pires, Humiliano António Alves Cardoso, Domingos Quadé, e para apoiar foram nomeados Basílio Sanca, bastonário da Ordem dos Advogados, José Paulo Semedo, Namuano Francisco Dias, e Carmelita Pires.
A grande surpresa na tomada de posse foi a presença de Basílio Sanca que, através de uma nota, pediu Umaro Sissoco Embaló, para o deixar "decidir livremente" sobre a sua nomeação para a comissão de revisão da Constituição, da qual não teria sido informado.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá
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