Política: PRS DESVALORIZA DESPACHO DE SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
O Partido da Renovação Social (PRS), considera de nulo e sem efeito o despacho do Supremo Tribunal de Justiça que indeferiu o pedido de anotação de resolução da reunião do Conselho Nacional do Partido.
A posição dos renovadores foi manifestada esta quinta-feira (07-03) em Bissau por Fernando Dias, presidente em exercício do partido, durante a conferência de imprensa cujo objectivo é reagir à última decisão da corte suprema guineense sobre o encontro do conselho nacional do partido.
Em reação, o líder dos renovadores, Fernando Dias, considera que a decisão do supremo tribunal não será respeitada e acatada pelo PRS a terceira força no parlamento dissolvido.
“O que está a acontecer neste momento no supremo tribunal de justiça é uma aberração cometida por Lima André”, afirmou Dias considerando que em nenhum momento a corte suprema tem a legitimidade de decidir sobre o conselho nacional do partido.
O despacho de Supremo Tribunal de Justiça consultado pela Rádio Sol Mansi, considera de improdutividade em termos jurídicos todos os atos administrativos anteriores que contrariem o presente despacho.
No entanto, Fernando Dias que reuniu a coletiva de imprensa, considera que esta decisão vem evidenciar a clara interferência do Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, nos assuntos do seu partido.
“Esta decisão é uma clara evidência da interferência do presidente da república sobre o nosso partido e sobre o congresso do PRS”, disse Fernando Dias que considerou precipitada a decisão do Supremo Tribunal.
O Partido da Renovação Social tem vivido nos últimos tempos momentos conturbados, vendo alguns militantes a exigir do líder em exercício a realização do congresso extraordinário ainda este ano antes de eleições legislativas.
Ontem em conferência de imprensa, Fernando Dias, alertou para as consequências imprevisíveis de impedir a participação do partido nos próximos embates eleitorais.
“Vamos esperar do presidente da república ao impedir a participação do PRS nas eleições, e nós não vamos assumir nenhuma consequencia”, avisou
O Presidente da República, que dissolveu o parlamento constituído na décima primeira legislatura, reafirmou esta quinta-feira a realização das eleições legislativas ainda este ano.
Para o presidente do PRS, Fernando Dias, afirma que o parlamento não foi dissolvido, considerando a decisão de Sissoko Embalo de sequestrar as instituições da república. O político afirma ainda que o seu partido só participará nas eleições presidenciais que disse devia ser realizada ainda este ano.
“Para nós o parlamento não foi dissolvido, o que aconteceu é um sequestro das instituições da república”, concluiu.
O Partido da Renovação Social (PRS) apelou ontem calma aos seus militantes e alertou que não poupará a sua luta perante o atual cenário que se vive à volta do partido.
Por: Ussumane Mané
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