PNI RESPONSABILIZA GOVERNO PELO CAOS SOCIAL NO PAÍS
O Parlamento Nacional Infantil (PNI) responsabiliza as autoridades da Guiné-Bissau pela actual situação social vivida no país, nos últimos meses, caracterizada pelas sucessíveis greves com impacto devastador no sector da saúde.
O polo do PNI da região de Bafatá esteve em visita ao hospital regional para se acompanhar a situação vivida pela população, onde existem relatos de mortes e de faltas de atendimento atempado aos doentes.
O vice-presidente do PNI ao nível da região, Sumaila Fati, disse que o governo também tem a responsabilidade de acabar com as paralisações vividas há quase 9 meses.
“Vimos a maioria das camas vazias, e apenas prestam serviços mínimos. Estamos preocupados com esta situação. O governo enquanto autoridade deve servir os mais vulneráveis e esta camada está a sofrer neste momento e com maior preocupação às crianças”, lamenta.
As crianças guineenses dizem que as duas partes devem ter um diálogo sincero pelo bem dos que mais precisam e das grávidas.
“Não é bonito enfrentar uma greve nos hospitais e em pelo século XXI onde as crianças e gravidas ainda continuam a sofrer e para piorar muitas comunidades ainda não dispõem de centros de saúde”, critica.
A greve na administração pública ainda persiste. Na semana passada o governo e a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné estiveram reunidos, mas não houve consenso. Para esta semana as duas partes devem encontrar-se, mas os sindicatos avisam que não vão desmarcar das reivindicações.
A situação continua a merecer a preocupação no país, num momento em que a Procuradoria-Geral da República ordena a instauração dos competentes procedimentos criminais com vista a identificação de actores de abandono dos serviços por parte dos médicos e técnicos de saúde.
MAGISTRADOS QUEREM IMPARCIALIDADE NA INVESTIGAÇÃO
Ontem (27 de Setembro), o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público exorta, no caso da abertura do referido inquérito, que os actos dos magistrados titulares dos respectivos processos, sejam cobertos de isenção, imparcialidade e objectividade, responsabilizando criminalmente as individualidades que deram azo a referida situação, inclusive à luz dos crimes de responsabilidade de titulares de cargos políticos, “independentemente do estatuto ou da situação do visado.
De com um comunicado à imprensa que a Rádio Sol Mansi tem em mãos, os magistrados lembram que o exercício dos direitos sindicais é reconhecido pela declaração universal dos direitos do homem, pelo pacto internacional sobre os direitos económicos, socias e culturais e pela carta africana dos direitos do homem e dos povos.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Iaia Quadé
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