PESSOAS COM DEFICIÊNCIA EXIGEM MAIS INCLUSÃO E REPRESENTATIVIDADE
O Presidente da Federação das Pessoas com deficiência, Lázaro Barbosa, quer que, a partir de agora, o Estado da Guiné-Bissau crie facilidades de acessibilidade em termos de infra-estruturas, de saúde e de emprego ao favor das pessoas com deficiência.
Lázaro Barbosa falava, hoje, depois de a federação ter entregado, ao governo, um manifesto das pessoas com deficiência, no âmbito da comemoração do dia internacional das pessoas com deficiência.
Lázaro denuncia ainda que as pessoas com deficiência continuam a ser negadas os seus direitos fundamentais e até de tratamento médico. Para ele, é chegado ao momento de agir.
“Não estamos a pedir favores. Estamos aqui para pedir que as pessoas nos permitam exercer os nossos direitos. Estas dificuldades de acessibilidades existem nas escolas, nas instituições, nas escolas e nos hospitais. Tem falta de acessibilidade até no emprego. Uma pessoa surda tem dificuldades em falar com um médico”, sustenta.
Já o Primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, promete virar de página em relação a situação aos direitos das pessoas com deficiência.
“ (…) As pessoas deficientes dão contribuições valiosas pela sociedade”, admite.
O mundo comemora o dia das pessoas com deficiência num momento em que esta camada guineense continua a ser descriminada, desde acessibilidade nas vias públicas, nas instituições estatais e ao nível da saúde. Estas pessoas estão a ser relegadas ao segundo plano.
Entretanto, Lázaro barbosa sustenta que a dada marca um compromisso do governo em relação a atenção das pessoas com esta deficiência.
“Merecemos mesmos respeitos e considerações com as pessoas sem deficiência. Se na nossa sociedade somos descriminados, penso que as pessoas mais cultas não nos devem descriminar”, pede.
Em 2019, a organização lançou a Estratégia de Inclusão de Pessoas com Deficiência para elevar os padrões do desempenho na inclusão do grupo a todos os níveis e para aumentar a consciência sobre mudanças necessárias.
Na Guiné-Bissau a descriminação é gritante, as pessoas com deficiência continua a ser excluídas da sociedade e por vezes são abandonadas ao relento.
Por: Elisangila Raisa dos Santos / Turé da Silva
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