PAIGC ACUSA JOSÉ MÁRIO VAZ DE SER RESPONSÁVEL PELO EMPOSSAMENTO DE SISSOCO

O Partido Africano para a Independência da Guiné (PAIGC) aponta José Mário Vaz, como um dos principais responsáveis na execução daquilo que considera de um golpe-de-Estado ao dar a cobertura e permissão para a utilização da força que permitiu a tomada de posse ontem do Umaro Sissoco Embalo sem esperar pelo pronunciamento do Supremo Tribunal de Justiça.

Num comunicado distribuído à imprensa, o partido considera de golpe de Estado que ser devidamente sancionado pela Guiné-Bissau e pela comunidade internacional a quem espera que assuma suas responsabilidades sancionando duramente todos aqueles que de forma antipatriótica, anticonstitucional e com claras evidências de ligação ao jihadismo e ao narcotráfico, querem a todo custo manter actual “status quo” como forma de poderem continuar a servir-se do país.

Ainda no mesmo comunicado, o PAIGC diz estar ciente dos perigos que envolvem estas acções e vem por este meio denunciar a ingerência do Macky Sall do Senegal nos assuntos internos da GB por ter expressado publicamente o seu apoio a aquele que considera do seu homem do mão com o desejo de subjugar a GB e os seus recursos aos seus interesses.

Contudo, sublinhou que está convencido, com bases nas provas consistentes e provadas perante a própria CNE, o Supremo Tribunal de Justiça fará prevalecer a justiça eleitoral.

Por fim, apela os militantes e o povo guineense a manterem-se vigilantes e atentos no sentido de defender e fazer respeitar o legado da legalidade e prontos a lutarem na defesa dessa pátria amada

CNE diz que tem atas de apuramento regional

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau afirmou hoje (28) que tem as atas de apuramento regionais da segunda volta das presidenciais e insistiu que cumpriu a sua missão com objectividade e isenção.

Num comunicado, divulgado à imprensa e que a Lusa teve acesso, a CNE refere que a lei eleitoral "define claramente os requisitos essenciais para elaboração de atas de apuramento regional", que devem incluir os resultados apurados, reclamações, protestos e contraprotestos e as decisões que sobre eles tenham sido tomadas.

"Estes pressupostos foram devidamente preenchidos, com a assinatura de representantes das candidaturas e do Ministério Público, enquanto garante da legalidade", salientou, acrescentando que cumpriu a sua missão com objetividade, isenção, transparência e imparcialidade.

Na terça-feira, a CNE repetiu o apuramento nacional da segunda volta das presidenciais guineenses, realizadas em 29 de dezembro, na sequência de um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça.

Segundo o apuramento nacional da segunda volta das eleições presidenciais de 29 de dezembro, Sissoco Embaló venceu o escrutínio com 53,55% dos votos, enquanto Domingos Simões Pereira obteve 46,45%.

O novo apuramento voltou a ser contestado pela candidatura de Domingos Simões Pereira no Supremo Tribunal de Justiça.

"A CNE foi confrontada com uma série de irregularidades, a começar desde logo pela ausência de atas de apuramento regional e além de outras irregularidades muito sérias e muito graves que de facto afetam o processo eleitoral na sua globalidade e nós esperávamos que a CNE tivesse a humildade de reconhecer estas falhas e voltar para trás e fazer as correções que se ajustassem aos casos", afirmou aos jornalista um dos advogados da candidatura de Domingos Simões Pereira, Gabriel Umabano.

"Não foi esta a postura da CNE infelizmente e não nos resta outra alternativa que não seja recorrer ao Supremo Tribunal de Justiça a pedir que ele próprio enquanto tribunal eleitoral julgue este comportamento da CNE, estas irregularidades", adiantou.

O Governo da Guiné-Bissau considerou o ato como um "golpe de Estado" e "uma atitude de guerra" e acusou o Presidente cessante de se Auto destituir e as Forças Armadas de "cumplicidade".

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