Nova Legislatura. LÍDER DA COLIGAÇÃO DIZ ESPERAR QUE NÃO HAJA MAIORIA DESLOCADA NESTA LEGISLATURA

O líder da Coligação PAI -Terra Ranka afirmou hoje que a maioria parlamentar é atribuída exclusivamente só a sua coligação, por isso, contam que não se regista a famosa deslocação da maioria.

Domingos Simões Pereira que falava esta quinta-feira na cerimónia de posse dos deputados eleitos na XI legislatura, lembrou aos novos parlamentares que o juramento que acabam de fazer, não se resume ao mero ritual, se traduz em um compromisso de honra, de não se vender.

“ Perante os enormes desafios que se nos apresentam nesta XI legislatura, a começa-los pelos compromissos que assumidos com os eleitores, contamos que não se registam o novo episódio da transumância politica com a famosa deslocação de maioria pois, a maioria, é atribuída só e exclusivamente por eleitores através da urnas, repito por isso, o juramento que acabamos de fazer não se resume ao mero ritual, tem um profundo significado e se traduz em um compromisso de honra aos guineenses nomeadamente a não se vender por nenhum dinheiro deste mundo e de qualquer forma para se constituir alianças ou maiorias fictícias no nosso parlamento. Temos por outro lado, o desafio de legislar por forma a permitir que as reformas previstas no programa Terra-Ranka ocorra sem sobressaltos”, avisou o também líder do PAIGC.

O novo presidente da Assembleia Nacional Popular assegurou que com a nova maioria bem sólida na Assembleia Nacional Popular, o próximo governo da coligação deverá concentrar na ação governativa e na criação de condições para a estabilidade

“ Com esta maioria bem solida na Assembleia Nacional Popular, reforçada por acordos políticos de incidência parlamentar celebrado ou a celebrar com algumas formação politicas representada no parlamento, o próximo governo da PAI Terra-Ranka, deverá se concentrar plenamente na acção governativa porque garantimos solenemente o nosso empenho para a criação de condições necessárias à estabilidade para os próximos quatro anos, é e será sempre também indispensável uma colaboração institucional franca e aberta entre todos os órgãos da soberania para todos juntos construirmos o progresso da Guiné-Bissau”, assegurou.    

Por outro lado, acusa a Comissão Nacional de Eleições de violar de forma gratuita a lei eleitoral ao fixar a data de hoje, 27 de Julho, para a investidura dos deputados eleitos.

“ Não posso, não posso mesmo deixar de estranhar e lamentar a atitude da Comissão Nacional de Eleição de fixar a data de 27 de Julho de 2023 para a investidura dos deputados eleitos” diz acrescentando que “ violou de forma flagrante e gratuita o artigo 183 da lei eleitoral e no momento em que isso aconteceu, todos os cidadãos guineenses deduziram as verdadeiras razões desta decisão que não tiveram nada a ver com argumentos apresentados. Invoco aqui este episódio para exemplificar aquilo o que está mal e que deve mudar na nossa postura porque enquanto servidores públicos, temos que ter uma maior responsabilidade e responsabilização com as nossas atitudes. O presidente da Comissão Nacional das Eleições é o magistrado do Supremo Tribunal de Justiça e deve a todos nós e a sua própria consciência, o respeito imaculado das leis e não pode se sujeitar a conveniência sobretudo em detrimento da dignidade e ética que estão a associados aos cargos que lhes são confiados”, retrucou.      

Por fim, o líder da coligação fez saber que termina hoje o ciclo da disputa ferrenha, do enaltecimento das diferenças e se inicia o da combinação de esforço incluído confrontos de ideias.

Já o coordenador da MADEM-G15 garantiu que o respeito da vontade democrática do povo expressa nas urnas, será respeitada pela bancada parlamentar do seu partido.

“ O Movimento para a Alternância Democrática, representa a estabilidade, mas também a vontade política de contribuir para a consolidação da democracia e do Estado do direito democrático, da coesão social e o progresso social inclusivo. O respeito da vontade democrática do povo expressa nas urnas, por mim e por parte da nossa bancada parlamentar, será e é uma assunção absoluta”, garantiu para depois adiantar que “ o projeto apresentado pela nossa formação política saiu reforçado nas últimas legislativas, porque somos o partido que mais cresceu tanto ao nível percentuais 3,2% como ao nível absoluta”.

Camara afirmou no entanto que cabe a responsabilidade de governar quem ganhou as eleições, e da parte do seu partido, o povo pode esperar o cumprimento na íntegra das responsabilidades que lhes são incumbidas.

“ O povo quis que o Movimento para a Alternância Democrática, assumisse a posição da segunda maior força política do país, uma força garante da estabilidade e da fiscalização da ação governativa, por isso, quem ganhou as eleições, cabe a responsabilidade de governar e tem todas as condições para dirigir”, afirmou.

Entretanto, diz que a seu partido, compete fiscalizar desempenhando suas funções na Assembleia Nacional Popular com total responsabilidade, acrescentando que seu partido está disponível em viabilizar tudo que vai ao encontro da paz e estabilidade da Guiné-Bissau.

No entanto, o presidente em exercício do Partido da Renovação Social, reconheceu que a X foi marcada pela destruturação das instituições da República, onde o princípio da independência entre os órgãos da soberania foi transformado num princípio da subordinação.

O líder do terceiro partido mais votado nas últimas eleições legislativas, discursava durante o ato da investidura dos deputados da nação escolhidos para mais quatro anos.

Fernando Dias considera que na décima legislatura, o povo foi relegado, e o país assistiu bárbaros raptos e espancamentos dos cidadãos atreveis duma corporação miliciana camuflado em homens desconhecidos.

“Em circunstâncias normais, esta XI legislatura seria simplesmente o renovar do peso e medida do equilíbrio entre os partidos, no quadro do jogo político e da responsabilidade democrática”, afirmou o líder político.

Para o presidente em exercício do PRS, nesta XI legislatura deve haver a ressurreição da justiça como principal pilar do estado e mecanismo de responsabilização coletiva sobre a gestão da coisa pública que quando não existe, cria a cultura de impunidade abismo do poder e de corrupção.

O presidente em exercício do Partido da Renovação Social sublinha que o seu partido estará na vanguarda pela justiça e de olhos abertos determinados para combater os males que afetam os partidos políticos.

Entretanto, o representante do Partido dos Trabalhadores Guineense, garantiu que as suas intervenções enquanto deputados da nação, serão viradas para o povo guineense.

“A nossa intervenção enquanto deputados da nação será virada ao interesse do povo guineense, o povo já não está em condição de suportar os conflitos que têm sido constantes na política guineense”, reconheceu.

Já na mesma investidura de 102 deputados da nação elegidos nas últimas eleições, o vice-presidente da Assembleia do Povo Unido Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), diz que a mudança de paradigma deve acontecer nessa legislatura para coroar os sacrifícios consentidos pelo povo.

Augusto Gomes ao representar o presidente do partido igualmente primeiro-ministro cessante ausente do país disse que a sua formação política espera desta legislatura um trabalho de produção legislativa, fundada na realidade social dos guineenses.

“O povo escolheu a mudança e ela deve partir das nossas mentalidades para chegar aos nossos atos”, disse o político afirmado que essa mudança deve acontecer nesta XI legislatura para coroar os sacrifícios consentidos pelo povo para a sua independência política.

Augusto Gemes acredita ainda que a escolha soberana do povo dará resposta legítimos as suas aspirações. “Como Assembleia de Povo Unido Partido Democrático da Guiné-Bissau, encontramos nessa escolha do povo várias lições entre as quais, de trabalhar cada vez mais ao serviço da nossa população, no atendimento das suas necessidades e do desenvolvimento social, económico e sustentável”, reconheceu.

Foram investidos os 102 deputados escolhidos nas últimas eleições legislativas de Junho passado que ditou a vitória absoluta da Coligação Plataforma Aliança Inclusiva PAI “Terra Ranka”, para um mandato de quatro (4) anos.

Nas últimas eleições legislativas, a Coligação liderada pelo PAIGC, obteve 54 mandatos tendo maioria, e o Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15) na segunda posição com 29 mandatos e na terceira posição (PRS) com 12 assentos, o Partido dos Trabalhadores Guineenses estreante na legislativas últimas obteve 6 mandatos e um (1) assento para Assembleia do Povo Unido Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), liderada pelo primeiro-ministro cessante Nuno Gomes Nabiam.

Por. Turé da Silva-Nautaran Marcos Có- Ussumane Mané

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