MULHERES DO PAIGC PEDEM MEDIAÇÃO DAS NU PARA EVITAR VIOLÊNCIAS
Um grupo de mulheres militantes, simpatizantes e amigos do PAIGC promoveu, hoje, uma vigília a frente da sede das Nações Unidades (NU) para manifestar as suas inquietações sobre o impedimento da realização do X congresso do partido.
A manifestação de grupo culminou com a entrega de uma carta que denuncia a tentativa do Presidente da República em implementar a ditadura na Guiné-Bissau, ameaçando diretamente o pluralismo político do país.
Na mesma carta, o grupo denuncia a interdição do acesso do presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, à sede do partido, mesmo antes de ser emitida a ordem judicial que proíbe a realização do Xº congresso.
Depois da entregue da carta, Teodora Inácia Gomes, porta-voz do grupo, considera de injustiça o que está a acontecer com o partido.
“Isso é uma enorme injustiça. O PAIGC é um grande partido e mexendo com ele significar mexer com a Guiné-Bissau. Todos estão a ver o que isso acontece, mas isso não era o objetivo dos combatentes da liberdade da pátria”, disse.
Ela lamenta também a atual situação social no país, porque “o bem-estar do povo foi colocado em causa.
“Estamos sem luz, sem infraestruturas, sem escola e sem saúde de qualidade”, disse a porta-voz sustentando que atualmente o povo guineense passa por dificuldades tendo em conta a subida de preços dos produtos ao nível nacional.
Na sede das NU as mulheres estavam com a bandeira do partido nas mão e com lenço branco aclamando pela paz e estabilidade nacional.
Teodora Inácia Gomes pede a mediação das Nações Unidas para evitar futuras violências no país.
“Deve haver justiça neste país”, pede a porta-voz das mulheres do PAIGC.
No dia 18 de março a sede do PAIGC foi invadida por forças policias que acabaram por interromper a reunião do comité central com lançamento de gaz lacrimogénio e, na sequência várias pessoas foram feridas e hospitalizadas.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Turé da Silva
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