MP DIZ QUE “O PODER NUNCA DEVE CAIR NO CHÃO”

O Movimento Patriótico (MP) considera, hoje (14 de dezembro), que o poder “nunca” deve cair no chão, a referência tem a ver com relação a situação da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

A posição do partido foi tornada pública, esta quarta-feira, pelo líder desta formação política, durante uma conferência de imprensa que visa reagir a revogação pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ), em voltar a atrás com a decisão da extinção do partido MP.

José Paulo Semedo sustenta a ideia de que o princípio de interinidade faz parte do qualquer tipo da instituição, porque “o poder nunca deve cair no chão”, uma vez que a direção deve continuar até a eleição dos novos membros da CNE.

Perante a revogação pelo STJ da decisão, tal serviu para o líder do Movimento Patriótico (MP) assegurar que o partido avançará para o seu IIº Congresso Ordinário já no domingo 18 de dezembro.

“Nós sempre acreditamos na nossa justiça uma vez que a nossa justiça está preparada, neste caso decidiu voltar atrás na sua decisão por isso vamos realizar o nosso IIº congresso no dia 18 de dezembro, domingo”, garantiu José Paulo Semedo.

Relativamente a ameaça da Frente Social em desencadear sucessivas paralisações em 2023, José Paulo Semedo espera que o governo encontrará solução com os sindicatos para evitar as projetadas paralisações.

“O Movimento Patriótico acredita no sindicato como parceiro do governo como também acredita na capacidade do governo em tabular contato e diálogo com os sindicalistas”, sustenta o líder do MP, José Paulo Semedo.

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) extinguiu na altura 28 partidos políticos, por não terem sede própria, ter registo e reunir mais de 1000 militantes.

Neste caso STJ vem através deste considerando que a disposição invocada e que sustenta a decisão ínsita no despacho número 35/PSTJ/2022 se encontra revogada.

Entretanto o analista político guineense questiona a continuidade da penalização do Supremo Tribunal da Justiça aos restantes partidos políticos em detrimento dos ilibados da decisão.

Convidado a comentar a decisão do STJ, na qual decidiu ilibar algumas formações políticas entre os quais, Movimento Patriótico, Partido da Unidade Nacional e Movimento Democrático Guineense, Rui Jorge Semedo, considera que não há novidade nessa decisão porque o supremo decidiu apenas a dar as mãos à palmatória pelo erro grosseiro cometido em extinguir 28 partidos políticos.

O STJ decidiu em novembro último extinguir, do xadrez político guineense, 28 partidos políticos que não apresentaram prova de vida jurídica e política.

 

Por: Marcelino Iambi

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