MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO "PÓ DE TERRA" QUESTIONA PRINCÍPIOS DO CHEFE DO GOVERNO

O Movimento Revolucionário denominado "Pó de Terra" questiona o recém-nomeado primeiro-Ministro, Braima Camará, se o poder corrompeu os seus princípios, ou se realmente revelou a sua verdadeira identidade.

Os questionamentos foram feitos, esta sexta-feira (08), em Bissau, pelo seu presidente, Vigário Luís Balanta, durante uma conferência de imprensa para espelhar a atual situação socio-política do país.

Vigário Luís Balanta lembra ainda alguns líderes da coligação API Cabás Garandi, nomeadamente Fernando Dias, Nuno Nabiam e Braima Camará, que as suas decisões estariam a trair a confiança da nação guineense.

“Comecemos com o Braima Camará, que foi, em algum momento, símbolo de resistência. Ele que disse que o mandato do presidente expirou, que o país vive um estado de ilegalidade, e que a repressão tornou-se método de governo. Mas agora inexplicavelmente surge com um discurso de “reconciliação”, sustenta o líder do movimento lembrando que não se transforma a política num jogo de teatro “cínico”, onde o protagonista denuncia o opressor no primeiro ato, e no segundo ato, o abraça com sorrisos e acordos secretos.

Segundo ele, a missão destes políticos era resistir, mas que a escolha acabou por ser de trair.

“E, Nuno Gomes Nabiam, Fernando Dias, vocês que chamaram o presidente de ditador, agora estão reunidos secretamente no palácio, em nome de quê? Querem fazer da traição um projeto político? Não subestimem o povo”, questionou.

Vigário denúncia que a formação do próximo governo visa adiar as eleições que devem ser realizadas daqui a um pouco mais de três meses.

“(…) Não basta estrada, se os pés do povo continuam acorrentados. Porque não basta infraestrutura, se não há justiça, liberdade, nem respeito pelos direitos humanos. Estrada sem democracia é corredor para a opressão”, enfatiza.

O Movimento Revolucionário “Pó de Terra” alerta os partidos políticos e o povo guineense de que é chegada a hora de se levantarem para exigir a realização das eleições, em vez de concentrarem as atenções num governo que que apelida de ilegal.

 

Por: Diana Bacurim

 

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